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DICAS E ARTIGOS

LESÕES NOS JOELHOS ATINGEM MUITOS JOVENS E É FREQUENTE NO FUTEBOL

Tratamento do problema envolve cirurgia e é preciso cuidados para retomar as atividades físicas.

Articulação responsável pelos dribles, pelas mudanças de direção, o joelho é alvo frequente das mais diversas lesões, agudas, por trauma direto ou indireto, mas instantâneos e de maior energia, e crônicos, por traumas de menor intensidade, mas maior frequência. Há quem diga ser esta articulação aquela que mais frequente tem lesões traumáticas nos esportes. 

Dentro da extensa variedade de lesões, uma chama a atenção pela frequência com que ocorre, principalmente no futebol com toda exposição de mídia, e por levar a longos períodos de tratamento e recuperação: a lesão do ligamento cruzado anterior. 

Essa ocorrência atinge cada vez mais os jovens, que passaram a competir cedo e intensamente, leva a instabilidade do joelho muitas vezes incompatível com a prática esportiva, do futebol, basquete e vôlei, por exemplo, e expõe a articulação a outros danos, como a lesão de meniscos e cartilagem. 

Seu tratamento preferencial é o cirúrgico, embora o conservador, não cirúrgico, tenha espaço. Principalmente para os mais velhos e não tão ativos que aceitem mudar para uma atividade física compatível com sua condição atual. 

Operado, o paciente passa por período de "cicatrização" e recuperação por algo em torno de 6 a 8 meses. Além da integração do novo "ligamento" ao osso, o tecido implantado deve aprender sua nova função antes de ser colocado à prova, trabalho desempenhado por fisioterapeuta especializado. 

Por fim, e não menos importante, antes do retorno ao esporte, promove-se o correto balanço e recuperação muscular, repetindo em treino as condições do esporte. Estes momentos que precedem os retorno à competição também exigem acompanhamento profissional especializado. 

Os cuidados não terminam por aí. Jamais devemos esquecer a genética e a história de vida de cada um. O rompimento de ligamentos ocorre por uma conjunção de fatores, como dieta apropriada ou não, histórico esportivo, traumas anteriores e individualidades de sexo, idade, entre outras, o que torna a recidiva das lesões, e mesmo sua ocorrência no outro joelho, possível. Daí o valor do trabalho preventivo para todos. 

Os traumas que originam as lesões de ligamentos são em sua maioria de ocorrência indireta nas atividades físicas e esportivas, ou seja, consequência a entorses e torções. O comprometimento articular dependente da intensidade, duração e direção da força transmitida. 

Essa complexidade torna o exame clínico inicial fundamental para o correto diagnóstico e planejamento do tratamento, cirúrgico ou não. Embora mais frequente, a lesão do ligamento cruzado anterior pode fazer-se acompanhar por outras, como dos ligamentos colaterais e do cruzado posterior, ou mesmo não existir. Esses outros estabilizadores podem ser lesados independentemente e são tratadas de maneira diferente e apropriada para cada caso, cada ocorrência. 

Como em toda tragédia, o melhor é prevenir. E aqui não é diferente. O trabalho preventivo é fundamental, pois nunca conseguimos o 100% da cura desejada, das condições de antes da lesão. Cicatrizes, maiores ou menores, sempre restarão. 

Essa prevenção inicia-se por avaliações médico-desportiva periódicas, exame clínico apurado com ou sem exames complementares e pela compatibilidade da idade do candidato com o início de treinos e prática competitiva. Ela também passa pelo material e campo de treino e jogos adequados, e termina em uma boa educação física, na qual o praticante aprende que exercícios individuais, de fortalecimento, flexibilidade, resistência, coordenação e equilíbrio, são tão importantes quanto os técnicos que ensinam a chutar, saltar, arremessar, entre tantos. Cuide bem dos seus joelhos para ter longa vida nos esportes.  



JOELHO TORTO: VALGO E VARO

Se você é fã do seriado “Chaves”, já deve ter notado o formato curioso das pernas do personagem “Kiko”, interpretado por Carlos Villagrán. Sim, as pernas dessa grande figura da televisão são tortas e aumentam ainda mais a graça desse ator. Mas você sabia que esse tipo de desalinhamento do joelho pode causar sérios riscos ao funcionamento e bem estar das pernas?

joelho valgo é um tipo de desalinhamento nos membros inferiores que afeta muito mais mulheres do que homens, muito devido ao fato delas possuírem o quadril mais largo e terem menor massa muscular. Nesse desalinhamento, os joelhos são forçados “para dentro” e os pés se posicionam “para fora”, e os indivíduos possuem as pernas com o formato de “tesoura” ou X.

Por causa disso, há uma maior descarga de peso na região lateral do joelho, o que afeta o funcionamento dessa instável articulação, podendo ocasionar o desenvolvimento de algumas patologias, como a Síndrome da Dor Femoropatelar (SDFP), artroses, tendinites, hoffite e condromalácia.

Crianças e adolescentes tendem a apresentar algum grau de desalinhamento em valgo durante a fase de crescimento, mas, com o tempo, os joelhos costumam ficar com o alinhamento normal. Entretanto, em casos onde é perceptível que o alinhamento está afetando a execução de atividades diárias simples, como andar e correr, o acompanhamento com médico especializado pode ser necessário.

Outro desalinhamento muito conhecido é o joelho varo, onde as pernas ficam posicionadas como as de um cowboy, ou alguém montado em um cavalo. Todos os bebês recém-nascidos apresentam as pernas arqueadas, devido ao processo de formação das pernas, e, conforme a idade avança, as pernas voltam ao ângulo neutro.

No desalinhamento em varo, há uma maior sobrecarga na parte medial do joelho e estiramento das estruturas laterais, pois essa articulação fica “para fora” e os pés se posicionam “para dentro”. Essa alteração biomecânica pode contribuir para o aparecimento da Síndrome do Atrito da Banda Iliotibial (SABI), artrose e tendinite.

Tratamento para o desalinhamento no joelho

O tratamento para joelho valgo ou varo está associado à correção postural e fortalecimento muscular das estruturas envolvidas. O uso de palmilhas ortopédicas e a realização de fisioterapia podem ajudar consideravelmente no alívio das dores derivadas desses desalinhamentos e ameniza a sobrecarga no joelho.

Por causa da sobrecarga que essas alterações biomecânicas propiciam, é importante eliminar outros fatores que possam aumentar ainda mais a descarga de peso nessa articulação. Ou seja, indivíduos com sobrepeso precisam emagrecer e atletas ou praticantes de atividades físicas intensas devem diminuir o ritmo dos treinos.

O procedimento cirúrgico somente é realizado em casos onde há um grau muito elevado de desalinhamento e as funções motoras do paciente estão muito comprometidas.

Dicas para detectar o joelho torto

Uma maneira de avaliar em casa se existe um desalinhamento dos seus joelhos é  tentar encostar os tornozelos e os joelhos na frente do espelho. Com as pernas esticadas, se somente os tornozelos se encostarem e os joelhos ficarem afastados, seus joelhos são varos; se acontecer o contrário, somente os joelhos se tocarem e os tornozelos ficarem separados, seus joelhos são valgos.

É importante lembrar que o acompanhamento com especialista, como fisioterapeutas e ortopedistas, é fundamental para alguns indivíduos e nunca se deve fazer automedicação em casos de dores agudas, pois o alívio é apenas momentâneo e o problema não é resolvido.

Como a palmilha Pés Sem Dor atua no caso de joelho valgo ou varo

palmilha Pés Sem Dor proporciona o realinhamento dos pés e tornozelos por meio de cunhas corretoras e, consequentemente, evita o desalinhamento nos joelhos. Com isso, há uma melhor distribuição das pressões nos tornozelos e pés, o que auxilia na eliminação e prevenção da dor. A cunha interna é ideal para corrigir o desalinhamento em valgo, pois ajuda a levar para fora o joelho que está para dentro, enquanto a cunha externa faz com que o joelho que está em arco seja alinhado para dentro.



SULFATO DE GLICOSAMINA É REALMENTE BENÉFICO PARA O JOELHO?

O tratamento das lesões cartilaginosas e da artrose do joelho tem sido um grande desafio para a medicina esportiva. Nos últimos anos, com a melhor compreensão da biologia e da cicatrização do tecido cartiloginoso, um grande arsenal terapêutico, envolvendo desde a fisioterapia e fortalecimento muscular, infiltrações e procedimentos cirúrgicos tem sido desenvolvidos. Nem todos com taxas de sucesso insatisfatórias, principalmente entre atletas.

O conceito da suplementação alimentar com medicamentos que auxiliariam na regeneração cartilaginosa é recente e tem grande fomento da industria farmacêutica. Indiscutivelmente, pelo fato destes produtos terem pouquíssimas contra-indicaçoes e efeitos colaterais sao altamente atrativos para este ramo da economia. Apesar de estudos científicos pouco conclusivos e conflitantes, estes produtos(diascereina,glicosamina,condroitina e colágeno hidrolisado) são lançados  no mercado, sob propaganda de que seriam revolucionários no tratamento da condromalacia e artrose a preços ridiculamente elevados.

O sulfato de Glucosamina e condroitina, utilizadas separadamente ou em conjunto, estão entre os suplementos mais populares. Eles sao amino-açúcares produzidos naturalmente no corpo e a sua produção diminui com o envelhecimento (quando as pessoas mais precisa). Sua suplementação desempenharia um papel importante na formação, manutenção e reparação de cartilagem e outros tecidos do corpo. Mas eles realmente funcionam?

A revista American Family Physician, publicou recentemente um artigo sobre o uso de suplementos alimentares na osteoartrite. Eles deram uma nota “B” quanto `a evidência cientifica para ambos de glucosamina e condroitina. Isto significa que, baseado em estudos de seguimento a longo prazo, haveria  reduçao modesta de sintomas da osteoartrite e, possivelmente, retardando a progressão da doença.

Um estudo intrigante de 2004, no qual metade dos voluntarios tomou glicosamina e a outra metade, placebo reportou melhoria de sintomas, mas nao houve diferença no resultado entre os grupos.

Em outro estudo surpreendente publicado na revista New England Journal of Medicine nos qual foram administrados glucosamina, condroitina, glucosamina e condroitina em conjunto, um anti-inflamatorio e um placebo teve como supreendente resultado maior taxa de melhoria de sintomas no grupo onde o placebo foi administrado.

 

Em outro estudo publicado em 2010 na revista Annals of Rheumatic Diseases mostra melhoria de sintomas em pessoas que suplementaram suas dietas com Glicosamina, porem com resultados inferiores `aqueles que usaram antiinflamatorios e placebo.

Portanto, apesar do apelo comercial, a evidência existente na atualidade é compatível com a hipótese de que a glucosamina e a condroitina, quando administradas a longo prazo possuem o mesmo efeito do placebo.  Seu uso, portanto deve ser mais racionalizado , com cuidado especial a diabéticos e pessoas com problemas gastro-intestinais, como a gastrite e síndrome do instestino irritável.

Para os que acreditarem e optarem por seu uso devem ter em mente que seu uso nunca deve ser isolado, mas sim sempre associado `a reabilitação e sob orientação médica.

Estudos futuros devem focar na capacidade destes medicamentos modificarem o curso das doenças cartilaginosas e do efeito a longo prazo na prevenção destas lesões em quem pratica esportes com regularidade.



VOCÊ NÃO TEM QUE VIVER COM DORES NOS JOELHOS

Problemas nos joelhos atingem 30% da população e a demora em buscar ajuda adequada influencia no tratamento.

A dor no joelho é mais comum à medida que a idade avança, atinge 20% das pessoas entre 20-30 anos e 40% acima dos 60 anos.
 
As mulheres são as mais atingidas e os casos crônicos e repetitivos são muito comuns, apesar dos tratamentos. É possível que fatores hormonais e posturais estejam relacionados à maior incidência no sexo feminino.
 
Na população em geral, principalmente acima dos 50 anos, cerca de 50% das pessoas relatam dor no joelho e problemas funcionais (mobilidade) no período de um ano e apenas a metade delas procura ajuda profissional.
 
Os riscos do uso frequente de analgésicos e anti-inflamatórios
 
Outro fato alarmante é que as pessoas demoram muito para buscar ajuda. Neste caminho optam pelo uso frequente de remédios anti-inflamatórios não esteróides e analgésicos, que aliviam a dor em curto prazo, mas não representam as melhores indicações. Os riscos do uso contínuo destes medicamentos podem provocar problemas gástricos, renais ou hepáticos, além de mascarar as causas reais do problema.


Deve-se evitar aliviar um problema e adquirir outro
 
Quanto mais cedo à dor no joelho for enfrentada, melhor será o resultado, evitando a compensação ou adaptação do corpo a essas dores, que podem provocar novos problemas em outras regiões do corpo como: o joelho oposto ao comprometido, a coluna, o pescoço, o quadril e os pés.


Um sintoma que não deve ser ignorado
 
Existem casos de artrose na coluna (espondiloartrose) e discopatias degenerativas (problemas no disco) que podem provocar dores irradiadas para os joelhos e pernas, dificultando ainda mais a conclusão de um diagnóstico correto do problema. É preciso investigar este sintoma. 
Muitas vezes, a rigidez percebida nos joelhos ao levantar da cama ou da cadeira, mostra que algo não está funcionando como deveria e logo essa sensação pode se manifestar através de sintomas de dor. Esse comportamento da articulação dos joelhos na maioria das vezes é ignorado pelas pessoas e considerado normal. 
 

 

Tratar um joelho doloroso é compreender os movimentos e as posições adotadas pela articulação e não simplesmente buscar o alívio imediato da dor
 
A dor inicia leve e vai ficando persistente e é nesse momento que se apela aos medicamentos para aliviá-la. E o uso frequente desses analgésicos e anti-inflamatórios vai mascarar o problema, porque apenas promove o alívio do sintoma (dor) e não resolvem definitivamente a causa da disfunção (perda de mobilidade).

A dor persistente nos joelhos limita os movimentos, impedindo que os tecidos como a cartilagem, os meniscos e as cápsulas recebam a nutrição necessária para o funcionamento da articulação, comprometendo a condição de sustentação e equilíbrio do corpo.
 
A cartilagem é um tecido que reveste os ossos da articulação do joelho, do fêmur, tíbia e patela. A função desse tecido é facilitar o movimento articular e diminuir o atrito entre os ossos, proporcionando um movimento suave. O trauma intenso, repetitivo e a sobrecarga contribuem para o início da lesão dos joelhos.
 
Mas o que mais contribui para a não solução das lesões de joelho é o não consenso de um diagnóstico funcional. Nessa situação, “trata-se” somente a estrutura (cartilagem, meniscos, etc.), sem compreender os movimentos ou as posições erradas realizadas pela articulação, predispondo o paciente a quadros crônicos de dor e até artrose precoce.


Atenção à perda de movimento e dores nos joelhos. Busque ajuda imediatamente.
 
A perda de movimento nos joelhos é encarada muitas vezes como normal, enquanto é sinal de que algo não está funcionando bem.
 
Muitas pessoas evitam determinados movimentos por sentirem dor ou desconforto nos joelhos e esse comportamento gera uma adaptação da articulação que nem sempre é favorável.
 
O movimento normal dos joelhos deve ser preservado, pois é dessa forma que a articulação recebe todos os nutrientes necessários.
 
Os joelhos são articulações que recebem muita carga e foram criadas para isso. O mau funcionamento das estruturas dos joelhos como cartilagem, ligamentos e meniscos podem comprometer outras articulações como a coluna vertebral e o quadril, predispondo todas essas articulações ao envelhecimento precoce, artrose (no joelho, quadril e coluna) e discopatia degenerativa lombar.
 
Romaria pelo diagnóstico
 
A falta de confiabilidade nos testes diagnósticos de ordem funcional dos joelhos é, provavelmente, a principal responsável pelos quadros crônicos e sem solução, onde as dores se arrastam por longo tempo, prejudicando a recuperação futura.
 
Na maioria das vezes os diagnósticos são baseados em exames de imagens (Raios-X, Ressonâncias ou Tomografias Computadorizadas) e nem sempre estes são os melhores caminhos para determinar as providências futuras. Por isso há vários casos de procedimentos invasivos como cirurgias desnecessárias que não trazem resultados ao tratamento.
 
Como compreender o que provoca os sintomas nos joelhos?
 
É preciso uma avaliação específica para obter um diagnóstico funcional correto. A Fisioterapia Avançada contribui para um entendimento do problema do joelho e da coluna, mostrando que é possível reverter os sintomas de forma rápida, segura e na maioria das vezes sem cirurgia.
 
Em casos de traumas intensos, é preciso avaliar a condição dos tecidos (cartilagem, meniscos, cápsulas, tendões, etc.) que formam os joelhos, para determinar se a cirurgia é realmente necessária.
 
É importante descobrir se a natureza do problema do joelho é mecânica, ou seja, provocada por um movimento ou uma posição. Os testes de movimentos repetitivos possibilitam uma compreensão maior das conseqüências do trauma direto, da sobrecarga ou torção envolvido na lesão.
 
A avaliação mecânica de McKenzie utiliza vários testes de movimentos para os joelhos, oferecendo maior confiabilidade diagnóstica.
 
A maioria dos pacientes, com o conhecimento adequado, pode se tratar com sucesso de um problema nos músculos ou articulações.



JOELHO INCHADO. COMO TRATAR?

Não é normal o joelho inchar.

O INCHAÇO DO JOELHO pode estar ou não associado com outros sintomas como dor, crepitação, falseios e até febre. O inchaço do joelho significa que alguma coisa não está bem dentro da articulação. O acúmulo de líquido intra-articular, que pode ser LÍQUIDO SINOVIAL, SANGUE, PUS ou uma mistura deles, é chamado popularmente de ÁGUA NO JOELHO. O termo médico é DERRAME ARTICULAR. O inchaço mais comum nos joelhos é formado por LÍQUIDO SINOVIAL e causado por uma lesão de menisco ou de cartilagem. No congresso anual da AAOS ( American Academy of Orthopaedic Surgeons ) de 2015, estudiosos apresentaram o novo entendimento de que a causa do DERRAME ARTICULAR deve ser rapidamente tratada para que não se inicie o processo de degeneração articular.

Abaixo eu listo as causas mais comuns de DERRAME ARTICULAR DO JOELHO: LESÕES DE MENISCO

LESÕES DA CARTILAGEM

LESÕES DOS LIGAMENTOS

CONTUSÕES

FRATURAS

INFECÇÕES

PROCESSOS REUMÁTICOS

 

É muito importante que você consulte um ORTOPEDISTA ESPECIALISTA EM JOELHO para que ele te examine e solicite todos os exames necessários para descobrir a causa do DERRAME ARTICULAR e, então, poder indicar o tratamento correto. Situações de infecção, por exemplo, podem destruir a articulação em poucas horas se não forem tratadas corretamente e a tempo.  



DESCUBRA QUAL É A LESÃO QUE AFETA O JOELHO DOS CORREDORES

É só começar o aquecimento para o treino de corrida e o joelho começa a dar sinais de dor? Este desconforto está te impedindo de realizar a atividade ou participar de uma prova? Uma das causas pode ser a tendinopatia ou tendinite do corredor! A tendinite é caracterizada pela inflamação no tendão – tecido que liga o músculo ao osso.

A tendinite muitas vezes é consequência do excesso de uso desta estrutura, que aos poucos perde elasticidade. É possível desconfiar da tendinite ao notar inchaço no local, dor localizada no tendão lesionado e sensação de queimação que irradia. No dia a dia ao fazer atividades diárias como subir e descer escadas, usar salto alto, permanecer muito tempo sentado ou com a perna cruzada pode intensificar os sintomas da tendinite.

O diagnóstico deve ser feito por um clínico ou especialista. Alguns exames como ultrassonografia ou ressonância magnética podem ser solicitados para avaliar o membro afetado. O tratamento com alguns medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) podem ser empregados, apesar grande controvérsia na literatura. Técnicas de fisioterapia devem ser recomendadas para tratar a lesão.

Cuide do seu joelho
Confira algumas dicas para prevenir a lesão:
-Não aumenta subitamente o seu volume de treino;
-Fortaleça os músculos-chave do corpo, iniciando pelo quadril;
-Utilize um tênis adequado para o seu tipo de pisada;
-Treine com moderação.



SÍNDROME DE OSGOOD-SCHLATTER

A Síndrome Osgood-Schlatter (também conhecida como Síndrome da tração do tubérculo tibial apofisárias ou apofisite da tuberosidade tibial anterior) é uma irritação da cartilagem de crescimento pelo tracionamento excessivo do tendão patelar na sobre a tuberosidade tibial anterior (TAT).

A condição tipicamente ocorre em meninos e meninas em idade ativa 9-16 coincidindo com períodos de estirão de crescimento. Ocorre mais freqüentemente em meninos do que em meninas, com relatos de uma relação masculino-feminino variando entre 3:1 e tão alta como 7:1. E diferença pode estar relacionada tanto por uma maior participação dos meninos no esporte e quanto por maior força na execução dos mesmos.

A condição é geralmente auto-limitante e é causada pelo stress no tendão patelar que liga o músculo quadríceps na parte da frente da coxa para a tuberosidade tibial anterior, que ocorre na fase de “estirão de crescimento” do adolescente.
O stress repetitivo da contração do quadríceps é transmitida através do tendão patelar para a tuberosidade da tíbia imaturo. Isso pode causar micro-fraturas por avulsão (arrancamento) associado a um processo inflamatório do tendão, levando ao crescimento ósseo em excesso na tuberosidade e produzindo uma protuberância visível que pode ser muito doloroso quando tocado e atividades, tais como ajoelhar.

Tipicamente, a síndrome desenvolve-se lentamente com períodos de melhoria e piora alternantes e sem trauma ou outra causa aparente, no entanto, em alguns casos, até 50% dos pacientes dos pacientes relatam uma história trauma (contusão) desencadeando os sintomas.
Apesar de pouco descrita na literatura, nota-se que a grande maioria destes adolescentes possui encurtamento (alongamento ruim) da musculatura posterior da coxa e perda de força do músculo quadríceps (anterior da coxa).


Acredito que, assim como na tendinite patelar e na condromalácia do adulto, estas condições causem perda parcial da capacidade de absorver energia cinética do joelho na desaceleração típica do esporte e seja a gênese da doença.

Usualmente, a lesão resolve-se espontaneamente ou com tratamento conservador (fisioterapia e fortalecimento muscular), como a redução da prática desportiva, uso de anti-inflamatórios, e, até, infiltrações locais com lidocaína ou corticosteróides. Alguns raros casos, porém, não respondem ao tratamento conservador e a cirurgia é necessária para aliviar a dor. A maioria dos autores recomenda a excisão (retirada) do ossículo livre e presente na porção distal do ligamento patelar.



DOR DO CRESCIMENTO

Se a criança se queixa de dores nas pernas ao cair da noite e/ou na madrugada, pode estar com o problema que surge sem sinas de inchaço ou vermelhidão

Crescer pode ser dolorido emocionalmente. A síndrome de Peter Pan é conhecida, mas fisicamente nada foi comprovado. Mesmo assim os médicos ainda falam em dor do crescimento. O termo correto seria dor dos membros, já que não podemos afirmar com certeza que o desenvolvimento de ossos e músculos seja dolorido.

Problema, que acomete crianças entre 3 e 12 anos, a dor do crescimento se caracteriza por queixas de dores na perna (coxas, panturrilhas e joelhos) à noite ou durante a madrugada. Como não vem acompanhada de inchaço ou vermelhidão, lembra o pediatra, costuma preocupar os pais.

“Temos algumas hipóteses para explicá-la, mas ainda não sabemos a verdadeira causa. Entre elas, podemos citar falta de vitamina D, fadiga muscular, desequilíbrio entre o desenvolvimento dos ossos, tendões e músculos e/ou pés planos, comuns na infância, afinal não nascemos com os arcos plantares definidos”.

Na maioria dos casos,  a dor tem caráter benigno, ou seja, não representa algo sério. O diagnóstico é feito por meio de exclusão de doenças reumatológicas (artrite, reumatismo) ou ortopédicas (má formação óssea, tumor).

Se os pais tiveram a dor quando pequenos, as chances de os filhos passarem pelo transtorno são grandes. Como pode surgir à noite costuma acordar os pequenos. “Massagens com movimentos suaves e calor na região aliviam o desconforto. Caso esteja prejudicando o sono e a escola no dia seguinte, pode-se recorrer a analgésicos, ministrados sempre com orientação médica”.

Embora não haja estatísticas, a dor do crescimento é mais comum do que se pensa. Alguns pais podem achar que se trata de manha das crianças que não querem dormir, mas a sensação de dor é real.

Ao contrário do senso comum, crianças com esse tipo de sintoma não devem fazer repouso absoluto por causa da dor. Pelo contrário. “Os exercícios físicos, com moderação e orientação, são importantes para o desenvolvimento físico e psicológico das crianças. Além disso, ajudam a controlar o incômodo”.

 



CONSOLIDAÇÃO DAS FRATURAS

O osso é uma estrutura viva que está em constante transformação, quando o osso se quebra o organismo inicia um processo de cicatrização chamado de consolidação óssea.
Como o osso cola? 

O osso para consolidar precisa produzir osso novo, esse osso novo precisa criar uma ponte óssea entre as duas superfícies fraturas. Nesse ponto podemos entender um dos fatores mais importantes para a consolidação óssea: o osso para cicatrizar precisa que os fragmentos ósseos estejam perto uns dos outros, O papel do ortopedista é colocar os ossos numa posição adequada para que o osso cole.

Após colocar o osso no lugar e colocar o gesso a fratura irá consolidar certa? ( De que modo um osso quebrado consegue se recuperar quando é engessado)
Quando alinhamos e aproximamos os fragmentos damos ao organismo a chance de consolidar a fratura de modo certo. O osso não volta sozinho para o seu lugar como muitos pacientes pensam. Após colocar o osso no lugar devemos nós certificar que ele está reduzido isso é feito com um controle radiológico periódico. A frequência depende do tipo de fratura e não segue uma regra igual para todas as fraturas. Os músculos e tendões estão inseridos nos ossos e quando contraímos os músculos causamos movimento nos ossos que podem provocar o desvio da fratura, ou sejamesmo dentro do gesso o osso pode sair do lugar.

Se a fratura não for imobilizada ela corre o risco de não colar?
Sim, algumas fraturas quando não imobilizadas evoluem para não consolidação e se tornam falsas articulações (Pseudartrose). Porém novamente isso não é uma regra absoluta, exemplo: a fratura de arcos costais pode ser tratada sem imobilizar o tórax, pelo contrário a imobilização do tórax pode provocar dificuldade para respirar.

Quanto tempo demora para o osso colar?
Não existe um prazo determinado, ele é curto como por exemplo 3 semanas na fratura de clavícula do recêm nascido e pode demorar 5 meses no fêmur de um adulto. quando mais velho mais tempo para colar, quando maior o osso mais tempo para colar, quando mais afastados os fragmentos mais tempo para colar. Na média os ossos consolidam em 2 a 3 meses, sempre lembrando dos parâmetros acima. Em algumas situações o osso demora mais para colar, principalmente em pacientes fumantes. Quando ele como devagar dizemos que está ocorrendo um retardo de consolidação e quando o osso não cola dizemos que ocorreu uma pseudartrose.

O que precisamos para que o nosso osso cole rapidamente?
Temos vários fatores importantes: uma boa alimentação rica em proteínas, sol para produzir vitamina D. Uma boa ingesta de leite e derivados que são as principais fontes de cálcio. O cálcio é o principal mineral do osso, sem cálcio a fratura não consolida adequadamente. Evitar o cigarro também é muito importante pois o cigarro atrapalha o processo de consolidação óssea.

Quais medicamentos ajudam na consolidação de fraturas?
Não conheço medicamentos específicos para ajudar na consolidação de fraturas, nesses casos sugiro uma boa alimentação rica em proteínas, 3 porções de leite ou derivados do leite (queijo, iogurte  ricota, requeijão, etc) todos os dias, além de 30 minutos de sol também diariamente. Alguns pacientes com problemas carenciais podem se beneficiar se micronutrientes e suplementos.

Pisar atrapalha a fratura colar?
Depende do tipo de síntese ou método que esteja sendo usado para tratar a fratura. A carga pode estimular o consolidação óssea e é usada muitas vezes em casos de osteossíntese com haste intramedular (tutor interno) porém em casos onde foi colocada placa e parafusos ela pode ser proibida. Não existe uma regra absoluta, somente seu médico pode decidir o que deve ser usado pois somente ele sabe quais princípios foram usados na sua síntese. Siga sempre a orientação dada pelo seu médico, não escute opinião de outrem.

O osso cola sempre?
Não, as vezes o osso não cola, principalmente devido a fatores locais, principalmente vascularização e nesses sentido importante lembrar da má vascularização nos pacientes fumantes, fumar atrapalha a consolidação óssea.

A consolidação do osso pode atrasar?
Sim, cada osso tem seu próprio ritmo de consolidação quando mais largo o osso mais tempo o organismo demora para preencher a fratura com osso novo. O fémur por exemplo por ser mais grosso demora mais tempo que o úmero por exemplo. Quando ocorre uma demora na consolidação dizemos que há retado de consolidação, quando ocorre a interrupção da consolida sem que ossos esteja colado dizemos que ocorreu uma pseudartrose. 

Como diferenciamos um Retardo da consolidação da não consolidação ou pseudartrose?
Quando o osso não consolidou no tempo habitual e as radiografias seriadas mostram que está havendo a formação de calo ósseo, dizemos que está ocorrendo um retardo de consolidação, Quando 2 ou 3 radiografias seriadas mostram que não houve formação de calo ósseo, dizemos que há interrupção do processo de consolidação e ocorreu uma pseudartrose. 

Como é o tratamento do Retardo de consolidação e da Pseudartrose?
Enquanto o organismo mostra sinais de que esta fazendo a parte dele e está formando osso no sentido de colar a fratura deixamos o organismo agir e aguardamos pacientemente. Quando o processo de consolidação parou em geral o cirurgião ortopedista pode optar por novos tratamentos cirúrgicos que irão endereçar o problema principal. Se faltou estímulo biológico or exemplo pode-se colocar enxerto, se faltou estabilidade pode-se trocar a tipo de síntese ou instalar uma numa fratura que estava sendo tratada com gesso por exemplo. Porém é fundamental que o paciente pare de fumar, tenha uma boa ingestão de proteínas e do leite e derivados do leite e pegue sol todos os dias.

Consolidação Clinica x Consolidação radiológica.
O ortopedista ao examinar pode determinar se o osso esta colando ou não, em algumas situações o calo ósseo pode demorar para aparecer porém clinicamente o médico percebe que o osso está colando, isso se chama de dissociação clínico / radiológica o exame clínica mostra que a fratura está colando porém os sinais radiológicos da consolidação ainda não apareceram. Para dizer que o osso não está colando ou que está com a consolidação atrasada precisamos de radiografias seriadas e um exame clínica que indique isso também.

Retirada do material de Síntese ( Retirada da Platina )
Em geral a platina é retirada quando ocorre algum tipo de incômodo ou o organismo rejeita o material,  em algumas situações, na criança, também retiramos o material de síntese. A retirada do material não é obrigatória e não pode ser retirada precocemente pois há o risco de refratura. Outro problema e que mesmo esperando dois anos, quando precisamos retirar o material de síntese o osso ainda está um pouco mais fraco e a região deve ser protegida de estresses maiores por algum tempo. Resumindo não há uma regra absoluta para retirada do material de síntese e em alguns casos as placas e hastes intramedulares permanecem por todo a vida no mesmo lugar, sendo a retirada reservada quando há algum problema ou complicação. 




ARTROSCOPIA DE JOELHO - CIRURGIA MODERNA E AVANÇADA

ARTROSCOPIA DE JOELHO

Hoje a maioria das CIRURGIAS DE JOELHO podem ser feitas através de uma técnica moderna e avançada de cirurgia por vídeo, minimamente invasiva, chamada ARTROSCOPIA. Na ARTROSCOPIA DE JOELHO são feitas normalmente duas mini-incisões, uma de cada lado do JOELHO, não maiores do que 5 mm cada. Por um desses orifícios o médico introduz o ARTROSCÓPIO, um instrumento óptico que é acoplado a uma câmera e que transmite as imagens de dentro da articulação, ampliadas e em alta resolução, para um monitor de vídeo. Pelo outro orifício são inseridos os instrumentos cirúrgicos artroscópicos, que permitem ao cirurgião tratar as lesões dentro da articulação.


PROCEDIMENTO ORTOPÉDICO MAIS REALIZADO NOS ESTADOS UNIDOS

Os instrumentos cirúrgicos de última geração para ARTROSCOPIA DE JOELHO são menores, mais precisos e têm um número maior de funções do que aqueles usados alguns anos atrás. Um cirurgião habilidoso, com experiência em cirurgias artroscópicas, tendo à sua disposição esse instrumental cirúrgico de última geração, faz a maioria dos procedimentos em poucos minutos. O número de instrumentos cirúrgicos de altíssima precisão para a cirurgia artroscópica é grande e como a tecnologia na área médica evolui rapidamente, sempre temos novidades. As equipes cirúrgicas de ponta dispõem desses instrumentais modernos e estão em constante treinamento para utilização das novas tecnologias. 

A técnica artroscópica já existe há alguns anos. O que temos hoje de diferente são os novos instrumentais e a alta qualidade das imagens de vídeo. Os resultados cirúrgicos hoje são muito melhores por causa dessas inovações, diferentemente de como eram há alguns anos, quando a técnica começou. Na cirurgia artroscópica atual o cirurgião faz os procedimentos acompanhando tudo em monitores de vídeo de altíssima definição. Temos mais de um monitor na sala cirúrgica, onde podemos ver informações dos pacientes, as imagens de exames ( radiografias, tomografias e ressonâncias magnéticas ) e diferentes ângulos dos procedimentos que estão sendo executados, garantindo assim maior precisão. 

Os mais modernos hospitais do país já contam com salas de cirurgia e equipamentos de última geração para os procedimentos artroscópicos. Isso garante excelentes resultados cirúrgicos e segurança para os pacientes. 

As vantagens da ARTROSCOPIA DO JOELHO para os pacientes são enormes: procedimento rápido, pouca ou quase nenhuma dor, pouco tempo de internação, cicatrizes quase imperceptíveis, rápida recuperação e, consequentemente, rápido retorno às atividades rotineiras e esportivas. Na grande maioria dos casos sequer é necessário imobilizar o joelho depois da cirurgia. Em uma semana são retirados os pontos e as cicatrizes costumam desaparecer em pouco tempo. A recuperação de uma CIRURGIA ARTROSCÓPICA DE JOELHO é bem mais rápida quando comparada com as cirurgias antigas. Em alguns dias apenas os pacientes já retornam às suas atividades cotidianas. Em algumas semanas já podem voltar às atividades físicas normais. 

 

Fonte: Clínica do Joelho – Dr. Adriano Karpstein



SAIBA COMO SE RECUPERAR DE LESÕES LIGAMENTARES NOS JOELHOS

Ao praticar qualquer atividade física as chances desenvolver qualquer lesão no joelho aumentam, principalmente se o exercício for praticado sem orientação de um profissional.

O esporte que favorece mais risco ao joelho do atleta é a paixão dos brasileiros que é o futebol.  Os movimentos utilizados durante o jogo são propícios para a lesão no joelho.

O ligamento é responsável por estabilizar a articulação e impedir um deslocamento ente os ossos. Apenas no joelho existem quatro ligamentos: os cruzados anterior (LCA), posterior (LCP) e os colaterais medial (LCM) e lateral (LCL).  A partir do momento que ocorre uma ruptura de qualquer ligamento o joelho, uma instabilidade pode se instalar, levando ao quadro de dor e edema.

A lesão ligamentar pode ocorrer devido a entorses e traumas durante a prática esportiva ou por causa de acidentes e quedas.
O indivíduo pode desconfiar da lesão quando o sentir dor na região. Caso seja o ligamento cruzado anterior ou posterior pode ocorrer o derrame articular conhecido como “água no joelho”, causando instabilidade do membro. Se a lesão ocorrer nos ligamentos colaterais pode haver inchaço.

O diagnóstico é feito por meio de exame clínico e de imagem como a ressonância nuclear magnética.

No tratamento a fisioterapia auxilia no controle da dor e edema, correção biomecânica, estabilidade de movimentos por meio de treinamentos de força e equilíbrio, além dos exercícios que ajudam na prevenção de possíveis lesões.
Quando há ruptura total do ligamento e o paciente é submetido à cirurgia, o protocolo de reabilitação tem duração entre três e seis meses. O retorno às atividades esportivas pode ocorrer ente seis  a oito meses.



EXERCÍCIOS DE FORTALECIMENTO AJUDAM NOS JOELHO

Quando a cirurgia no joelho é indicada?

Quando os músculos da perna e do quadril estão fracos é o joelho que sofre. Muita gente acha que a primeira opção é a cirurgia, mas em alguns casos, com fortalecimento e fisioterapia é possível se recuperar sem ter que operar. 

A atividade física é a melhor proteção para os joelhos. O joelho dá sinais que está com problemas. Por isso, fique alerta se sentir dor no joelho à noite, mesmo sem peso; se sentir estalos com dor; se não conseguir esticar o joelho; se ele ficar inchado e com vermelhidão.

Alguns tratamentos e exercícios de fortalecimento não conseguem reverter as lesões, mas podem aliviar as dores. A tendência, com o tempo, é que a dor diminua e as crises se tornem menos frequentes. Exercício de fortalecimento deve ser o plano A. Se você não teve sucesso no plano A, você pensa na cirurgia.

A escolha do tênis é fundamental para a saúde dos joelhos. Tênis de correr, leve e flexível, não serve para outros esportes. Atividades que exigem resposta rápida, como o tênis, exigem calçados antiderrapantes na área dos dedos. Já no basquete, o tênis ideal é o com sustentação lateral. Atividades aeróbicas pedem acolchoamento reforçado para os saltos.



DEZ DICAS PARA MANTER JOELHOS SAUDÁVEIS E LONGE DE LESÕES

Hoje existe um consenso mundial de que o sedentarismo é o principal responsável pelo desequilíbrio e fraqueza muscular com repercussões no joelho. Vai começar a praticar um esporte e teme desenvolver lesões nos joelhos?

Seguem algumas dicas preventivas baseadas em estudos atuais:

- Pratique esportes
A construção de músculos fortes nos quadríceps e isquiotibiais (anteriores e posteriores da coxa) pode diminuir a dor e ajudar as pessoas a tolerarem melhor algumas doenças. Manter-se ativo também, ajuda a controlar o peso. A chave é saber seus limites.

- Peça orientações a um traumatologista do esporte
Sabe-se hoje que algumas descobertas do exame físico predispõem a lesões. Exemplos incluem o alinhamento dos joelhos: estaticamente, joelhos em “x” (genu valgum) e pés planos; e dinamicamente, a fraqueza dos estabilizadores dos quadris (valgo dinâmico) e a pisada pronada, mensurada através da baropodometria. Os dois estão ligados estatisticamente a diversos tipos de lesão, principalmente entre corredores de rua. Um exame importante na avaliação pré-esportiva é o teste isocinético, pois determina desequilíbrios musculares e pode avaliar os tornozelos, joelhos e quadris.

- Peça orientações a um treinador
O treinamento incorreto é considerado o principal fator ligado a lesões. Correr sozinho e sem orientações de um educador físico especializado na área pode, por exemplo, fazer com que o corredor adote posturas erradas e aumente subitamente volume e intensidade, também predispondo a lesões.

- Fortaleça o joelho
O joelho atua como o principal dissipador de energia cinética no esporte. Ou seja, qualquer impacto ou força de explosão passa por esta articulação. A falta de preparo muscular pode não dissipar corretamente e causar sobrecarga com lesões a cartilagens, tendões e à membrana. O ganho do musculo anterior da coxa (quadríceps) é crucial para o preparo ao esporte, idealmente em uma academia sob a supervisão de um educador físico, evitando-se angulações e posturas lesivas.

- Fortaleça o quadril
A musculatura do quadril vem, cada vez mais, ganhando atenção em traumatologia esportiva. Acredita-se que os músculos glúteo médio e mínimo, principais estabilizadores do quadril, quando fortes e de rápida contração, evitam que o joelho “caia para dentro”, fazendo com que a pessoa adote a postura que chamamos de “valgo dinâmico”, muito comum em mulheres que praticam corrida de rua.


- Não exagere no treino
Picos súbitos de treino visando determinada prova podem ser o “estopim” de uma lesão, principalmente se os tecidos do joelho já estiverem sobrecarregados.  Estudos têm demonstrado que, dentre as demais articulações, o joelho trabalha muito próximo aos seus limites fisiológicos e a dor após um treino exagerado pode demonstrar que uma lesão se instalou.

- Mantenha o peso controlado
Para se ter uma ideia, a cada passo dado, o impacto de duas a quatro vezes do peso corporal é transmitido através da articulação do joelho.  Assim, quanto mais você pesa, mais forte é o impacto em seu joelho. Estudos mostram que, ao perder 10 kg de peso, é possível reduzir em ate 20% da dor dos joelhos com artrose.

- Cuidado com o calçado
Tênis confortáveis e com bom amortecedor ao “toque do calcanhar” ajudam a tirar a pressão da articulação do joelho, através da promoção de alinhamento do membro adequado e melhoria do equilíbrio. Para as mulheres, aconselha-se evitar o exagero no uso de saltos altos, pois, além de causarem encurtamento da musculatura da panturrilha, também enfraquecem a musculatura anterior da perna.

- Melhore o equilíbrio
O treinamento direcionado a determinada modalidade esportiva, quando aliado a exercícios de pilates, é indicado na prevenção de lesões nos joelhos por melhorar a propriocepção, que é a transferência de informação neurológica a partir uma parte do corpo para o cérebro e de volta novamente. A função de proprioceptores é a de melhorar nas articulações dos membros inferiores .

- Trabalhe as outras articulações
Uma boa flexibilidade e bom arco de movimento do quadril e tornozelo ajudam a transmitir e dissipar melhor a força durante o esporte, evitando a sobrecarga nos joelhos.



SINTOMAS DE DESGASTE NOS JOELHOS

Sabemos que o desgaste nos joelhos é uma doença crônica muito dolorosa e incapacitante, tanto que a longo prazo é possível passar por uma operação para finalmente usarmos uma prótese de joelho. A prevenção e hábitos de vida adequados são fundamentais, por isso leia este artigo e conheça os sintomas desta afecção.


Quais são as causas do desgaste dos joelhos?

O desgaste dos joelhos é devido à artrose. Em muitos casos o fator genético e hereditário predispõe, como assim também a obesidade ou um peso muito elevado, pois os joelhos são sobrecarregados. Mas, dentro deste problema articular existem casos cuja origem ainda é desconhecida.

Podem existir alterações dentro das células da cartilagem articular, uma alteração dos chamados condrócitos e do osso subcondral, que origina uma falta de resistência à pressão e de elasticidade da cartilagem, que vai se deteriorando e diminuindo.

Também não podemos ignorar a artrose relacionada com o envelhecimento, onde a saúde da cartilagem sofre mudanças degenerativas. Outra das causas pode ser, por exemplo, uma lesão e inclusive uma anomalia prévia da própria articulação. É o que se conhece como artrose secundária de joelho e acontece basicamente por lesões no menisco, fraturas, problemas nas articulações por sobre exigi-las, como no caso de atletas ou, como dissemos anteriormente, pela obesidade. Veja agora seus sintomas mais indicativos.


Sintomas do desgaste dos joelhos

 

  • Dor ao ficar muito tempo em pé, sentimos fisgadas súbitas.
  • Dificuldade para andar por áreas com pedras ou com desníveis, como caminhar por uma fazenda.
  • Súbitas fisgadas ao subir escadas, podem fazer com que você dê um passo em falso.
  • Dor ao levantar após estar muito tempo sentado.
  • Súbitos "rangidos" nos joelhos.
  • Em determinados casos poderá sentir como se o joelho estivesse inflamado. Mas tenha cuidado, saiba diferenciar uma inflamação de uma simples retenção de líquidos. Na inflamação existe inchaço e vermelhidão, você notará que somente um dos seus joelhos estará inflamado, mas não os pés e nem as pernas.
  • Em etapas mais avançadas pode aparecer inclusive uma ligeira deformação, como uma mudança no alinhamento do joelho, geralmente em direção ao interior das pernas. E por que acontece? Basicamente porque o joelho deforma pela reação do osso articular ante a artrose, logo forma-se uma espécie de borda na articulação que recebe o nome de osteófito.

 


Podemos prevenir o desgaste do joelho?

Uma vez diagnosticado o desgaste no joelho, a nossa vida deve mudar de rumo. Temos que tratar a consequente dor com medicação e as indicações prescritas. Não devemos expor o joelho a muitas atividades como longas caminhadas, melhor fazê-las curtas e com seus respectivos descansos.

São muitas as pessoas que vivem muitos anos com o desgaste no joelho até que chegam a uma idade avançada onde optam por uma prótese. Mas, saiba que a prótese tem uma vida limitada, por isso existe a alternativa de realizar a cirurgia em idades mais avançadas. Enquanto isso tente viver o melhor possível com este problema.

Daí a importância de prevenir o desgaste no joelho. Talvez você tenha antecedentes hereditários, é possível que ao longo de sua vida você tenha tido problemas nos ossos e nas articulações. Porém que fique claro um aspecto, a cartilagem sempre pode se regenerar e uma vida saudável pode prevenir o avanço do desgaste e inclusive sua aparição. Anote estes aspectos mais relevantes.

 

  • Mantenha um peso saudável, evite aqueles quilos extras que sobrecarregam os joelhos.
  • Cuide de seu sistema imune, eleve sua dose de cálcio, fósforo e, principalmente de magnésio. Seria ideal se acostumar a consumir frutas e verduras frescas, e frutos secos. Peça ao seu médico lhe receitar complementos ricos em magnésio, por exemplo.
  • Uma dieta para renovar a cartilagem, como os legumes, bacalhau, levedura de cerveja, gelatina, ovos. Importante também a vitamina C, presente em frutas como o limão, a laranja e o kiwi.
  • Um dos esportes mais apropriados para a saúde articular é a natação. Vamos lá! Vale a pena seguir estes simples conselhos.

 

 

Fonte: Melhorcomsaude



SUPLEMENTAÇÃO ALIMENTAR PODE AJUDAR NA REGENERAÇÃO D

Tratamentos de lesões cartilaginosas e da artrose do joelho têm sido grandes desafios para a medicina esportiva. Estudos científicos são pouco conclusivos e conflitantes.


O tratamento das lesões cartilaginosas e da artrose do joelho tem sido um grande desafio para a medicina esportiva. Nos últimos anos, com a melhor compreensão da biologia e da cicatrização do tecido cartilaginoso, um grande arsenal terapêutico, envolvendo desde a fisioterapia e fortalecimento muscular, infiltrações e procedimentos cirúrgicos, tem sido desenvolvido. Nem todos com taxas de sucesso satisfatórias, principalmente entre atletas.

O conceito da suplementação alimentar com medicamentos que auxiliariam na regeneração cartilaginosa é recente e tem grande fomento da indústria farmacêutica. Indiscutivelmente, pelo fato de estes produtos terem pouquíssimas contraindicações e efeitos colaterais, são altamente atrativos. Apesar dos estudos científicos pouco conclusivos e conflitantes, estes produtos (diascereina, glicosamina, condroitina e colágeno hidrolisado) são lançados no mercado a preços ridiculamente elevados e sob propaganda de que seriam revolucionários no tratamento da condromalacia e artrose. 

Os sulfatos de glucosamina e condroitina, utilizados separadamente ou em conjunto, estão entre os suplementos mais populares. Eles são amino-açúcares produzidos naturalmente no corpo, e a sua produção diminui com o envelhecimento (quando as pessoas mais precisam). Sua suplementação desempenharia um papel importante na formação, manutenção e reparação de cartilagem e outros tecidos do corpo. Mas eles realmente funcionam?

A revista American Family Physician publicou recentemente um artigo sobre o uso de suplementos alimentares na osteoartrite. Eles deram uma nota "B" quanto à evidência científica para ambos. Isto significa que, baseado em estudos de seguimento a longo prazo, haveria redução modesta de sintomas da osteoartrite, possivelmente, retardando a progressão da doença.

Um estudo intrigante de 2004, no qual metade dos voluntários tomou glicosamina e a outra metade ingeriu placebo, reportou melhoria de sintomas, mas não houve diferença no resultado entre os grupos. Outro estudo publicado na revista New England Journal of Medicine, no qual foram administrados glucosamina, condroitina, glucosamina e condroitina em conjunto, um anti-inflamatório e um placebo, teve como surpreendente resultado maior taxa de melhoria de sintomas no grupo onde o placebo foi administrado.


Em outro estudo publicado em 2010 na revista Annals of Rheumatic Diseases, houve melhoria de sintomas em pessoas que suplementaram suas dietas com glicosamina, porém com resultados inferiores àqueles que usaram anti-inflamatórios e placebo. 

Portanto, apesar do apelo comercial, a evidência existente na atualidade é compatível com a hipótese de que a glucosamina e a condroitina, quando administradas a longo prazo, possuem o mesmo efeito do placebo. Seu uso, portanto deve ser mais racionalizado, com cuidado especial a diabéticos e pessoas com problemas gastrointestinais, como a gastrite e síndrome do intestino irritável. Para os que acreditarem e optarem por seu uso, devem ter em mente que o uso nunca deve ser isolado, mas sempre associado à reabilitação e sob orientação médica.

Estudos futuros devem focar na capacidade destes medicamentos de modificarem o curso das doenças cartilaginosas e no efeito a longo prazo na prevenção destas lesões em quem pratica esportes com regularidade.