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DICAS E ARTIGOS

NADA DE EXAGERO: COMO EVITAR A SOBRECARGA NOS JOELHOS

Lesões graves podem ser ocasionadas por exercícios feitos de forma incorreta nas academias. Ortopedista lista três passos importantes para prevenção.

Hoje em dia é cada vez maior o número de adeptos às salas de musculação. Muitos procuram a academia de ginástica apenas para seu bem estar, outros buscam preparação para os esportes ou apenas seguir orientações médicas. As máquinas utilizadas na musculação e as modalidades de treinamento têm sido alteradas no decorrer dos anos, mas nem sempre essas alterações são acompanhadas por estudos biomecânicos. O que se tem visto cada vez mais em consultórios de medicina esportiva é que muitas pessoas que ingressam em academias, pricipalmente aquelas que começam a treinar sem orientação de um profissional de educação física acabam desenvolvendo lesões porsobrecarga no joelho, muitas vezes graves.

Mas por que uma pessoa que estava sadia e iniciou um treinamento desenvolveu lesão? Seria culpa das máquinas ? Seria do excesso de treinamento? Algumas pessoas possuem tendência a desenvolver lesões por esforço repetitivo e isso está ligado a diversos fatores, dentre eles, ao eixo dos membros. Ou seja, se as pernas são tortas, a angulação dos ossos do quadril, do joelho e a pisadas muito pronadas ou supinadas. Isso, somado a um mal funcionamento muscular pode levar a uma sobrecarga muito grande sobre a cartilagem, tendões e sobre a cápsula articular. Passando os limites fisiológicos, pode levar a lesões irreversíveis.

Outro fator muito importante a ser levado em conta é a angulação em que o joelho é submetido durante o treino. Sabe-se hoje que algumas máquinas de cadeia cinética fechada nas quais trabalham-se o joelho, tornozelo e quadril ao mesmo tempo ,como o leg-press, por exemplo, quando usadas em uma em angulação acima de 60° geram um vetor de reação articular muito grande, com consequente hiperpressão na cartilagem, podendo levar a lesão.

Já as máquinas de cadeia cinética aberta, na qual apenas o joelho trabalha durante a contração, como a cadeira extensora, esta hiperpressão ocorre quando o joelho está muito próximo de ficar completamente esticado. Justamente esta máquina é a mais utilizada para que se realize isometeria (contração muscular mantendo o joelho esticado) para as pessoas que já possuem algum tipo de lesão. Quando realizada em doenças como a condromalácia e tendinite patelar, a doença do aluno pode sim piorar.

Mas como prevenir uma lesão na musculação? Para que uma pessoa que já pratica esporte, como a corrida de rua, por exemplo, e procura a academia para treinamento funcional ou para a pessoa que busca ganho de qualidade de vida, a prevenção de lesões inclui três passos:

1 - Realizar um check up esportivo incluindo avaliaçåo do aparelho locomotor, realizado por um traumatologista do esporte por um fisioterapeuta esportivo

2 - Criar um canal de comunicação entre equipe de saúde e o profissional de educação física.

3 - Enfatizar a responsabilidade do aluno ao se praticar musculação, não exagerando no volume e na intensidade do treino, respeitando-se as orientações dos profissionais envolvidos.



LESÕES DESPORTIVAS

Na presença de uma lesão é fundamental o reconhecimento da fase aguda (dor, calor, rubor e tumefação), para o diagnóstico precoce e um tratamento mais eficaz. Em caso de lesão, deve fazer interrupção da atividade e procurar observação médica.

As lesões podem ser classificadas da seguinte forma:

Macrotraumáticas

Resultam de uma agressão com força significativa capaz de causar uma lesão (rotura muscular ligamentar, fratura óssea ou entorse articular).
 

Microtraumáticas

Designadas também por lesões de sobrecarga, resultam de microtraumatismos de repetição, associados a gestos técnicos específicos de cada modalidade.


Lesões desportivas em geral e traumatologia subespecialidades (regiões)

Anca

Trocanterites, Lesões ligamentares, Instabilidade articular, Dor regional (anca, inguinal, glútea), "Pubalgia", Lesões tendinosas
 

Coluna

Cervicalgias, Lombalgias Sacroileite, Doença do disco, Dor ciática, Espondilolise / espondilolistese, Desvios escolióticos, Hérnias discais
 

Joelho

Entorses, Lesões meniscos, Lesões ligamentos laterais, Lesões ligamentos cruzados, Lesões cartilagem, Roturas tendões, Tendinites
 

Ombro e cotovelo

Luxações ombro, Roturas tendinosas, Tendinites, Bursites, Entorses acromioclavicular, Lesões coifa rotadores, Ombro congelado, Fraturas, Epicondilites, Epitrocleites
 

Tornozelo e pé

Entorses, Lesões cartilagem, Roturas tendinosas, Tendinites, Fraturas stress, Fasceítes, Esporão calcâneo
 

Músculos e tendões

Roturas, Estiramentos, Tendinopatia do Aquiles, Tendinopatia Quadricipital, Tendinites, Tendinoses



DOR NO TORNOZELO E NA SOLA DO PÉ? PODE SER A SÍNDROME TÚNEL

Mais comum em adultos ativos, pode ser causada por osteoartrite, deformidades no tornozelo pós-traumática, artrite reumatóide e diabetes.

Temos três síndromes compressivas no pé:

1- A síndrome do túnel tarsal é uma neuropatia compressão do nervo tibial posterior que passa no túnel do tarso, região anatômica, que fica posterior ao maléolo medial ( lado de dentro do pé) e sob o retináculo dos músculos flexores do pé( planta do pé).
2- A síndrome do túnel do tarso anterior refere-se a compressão do nervo fibular profundo. É raro e causa dor, fraqueza e alterações sensoriais do pé e tornozelo. na região lateral.
3- A síndrome do túnel do tarso distal é causada pela compressão do nervo plantar lateral ou o nervo medial do calcâneo e se apresenta com dor no calcanhar.

Etiologia/ Causa

A síndrome do túnel do tarso é mais comum em adultos ativos, mas também pode ocorrer em crianças. Muitas vezes, é causada por osteoartrite, deformidades no tornozelo pós-traumática (tecido cicatricial também podem restringir o movimento no túnel do tarso e causar compressão do nervo) ou tenossinovite. Também pode ser associada com a artrite reumatóide e diabetes.

A compressão também pode resultar de um cisto, lipoma, gânglio, exostose ( saliências ósseas) ou neoplasias ( tumores) dentro do túnel do tarso. Pessoas com pés severamente planos estão em maior risco de desenvolver a síndrome do túnel do tarso.

Sintomas

Quando o nervo é aprisionado e  comprimido provoca dor no tornozelo e uma sensação de queimação, dormência e formigamento na sola do pé. Os sintomas são geralmente unilateral.. Os sintomas podem ser pior à noite.
A dor tende a ser agravada por ficar tempo prolongado em pé ou andando, normalmente  e piora à medida que o dia avança e, geralmente, pode ser aliviada por repouso, elevação ou massagem nos pés.
A dor pode irradiar ao longo da sola do pé, por vezes, até no calcâneo.
E pode ser agravada quando o tornozelo é colocado no extremo dorsiflexão ( para cima)

Sinais

O exame pode revelar sinal de Tinel sobre o nervo tibial no tornozelo (dor irradiada após percussão, pequenas pancadinhas que o médico faz) do nervo atrás do maléolo medial). A compressão manual por 30 segundos também pode reproduzir os sintomas. O exame pode revelar atrofia dos músculos intrínsecos na face medial do pé e deficiência sensorial através da sola. Teste sensorial em dois pontos diferentes podem indicar qual ramo do nervo plantar é comprimido.

Investigações

O diagnóstico é basicamente clínico com avaliação de possíveis diagnósticos diferenciais como fratura stress no calcâneo, fasceite plantar esporão e tendinite do aquiles.
A eletromiografia (EMG) e estudos de condução nervosa pode ser útil na confirmação do diagnóstico. Ressonância magnética pode ser utilizada para identificar eventuais lesões subjacentes e o  lugar específico de compressão.

Tratamento Conservador

O tratamento conservador, inclui manipulação e liberacao miofascial . Sustentações de arco com palmilhas e sapatos mais largos podem aliviar com sucesso o desconforto da síndrome do túnel do tarso. Se a inflamação do nervo está causando a compressão, fármacos anti-inflamatórios não-esteroidais podem ser benéficos.
Injecções de esteróides podem também ser eficazes.
Órteses para pés planos podem ajudar.

Cirurgia

A descompressão cirúrgica por parte do retináculo flexor deve ser considerada quando os sintomas significativos não respondem ao tratamento conservador. A cirgia  deve ser realizada precocemente para prevenir a fibrose do nervo e da musculatura intrínseca do pé.
Liberação do túnel do tarso demonstrou ser muito eficaz no alívio dos sintomas e melhora ou resolve os sintomas da síndrome do túnel do tarso em 85% a 90% dos casos. Caso você tenha esses sinais e sintomsas procure um especialista.

 



PASSADAS CURTAS E AGILIDADE MUSCULAR: COMO PREVENIR PROBLEMAS NO JOELHO

Fisioterapeuta explica que fortalecimento dos músculos do quadril e amenização do impacto também auxiliam contra lesões na articulação.

O joelho é uma das articulações que mais sofre com lesões na corrida, principalmente aquelas relacionadas à sobrecarga, como a tendinite patelar. Embora a corrida seja um esporte considerado de “alto impacto” é possível tomar algumas medidas que amenizam o stress sobre o joelho e dessa mantê-lo saudável. Saiba quais:


- Passadas mais curtas: a melhor maneira de correr, levando em consideração a mecânica do nosso corpo, é com passadas mais curtas. Quanto mais perto do tronco o pé aterrissa durante a corrida menor será a sobrecarga sobre o joelho (é uma questão simples de braços de alavanca e força da gravidade).

Com essa orientação costuma vir o questionamento: “Mas quando vejo atletas profissionais correndo eles dão passos enormes”. Sim, é verdade, mas isso acontece porque a perna deles vai mais para trás e não mais para frente (eles realizam maior extensão de quadril, o que você também é capaz de fazer com algum treinamento). Se você observar atentamente o pé deles aterrissa no chão próximo ao corpo, como deve ser para preservação da saúde dos joelhos.

- Treinar agilidade muscular: além de fortes, os músculos precisam trabalhar de forma ágil na corrida. Muitas vezes uma pessoa tem o músculo da coxa forte porém com contração lenta, e o joelho acaba sofrendo com isso. Exercícios dinâmicos são interessantes para esse treino de agilidade, como saltitos e agachamentos seguidos de um pequeno pulo.

- Fortalecimento dos músculos do quadril: não é só os músculos da coxa que devem estar fortes para proteger o joelho. Os músculos da lateral do quadril (principalmente o glúteo médio) têm um papel fundamental na estabilidade e posicionamento do joelho.

- Amenizar o impacto: tente correr fazendo o menor barulho possível ao aterrissar no chão. Dessa forma seu joelho sofrerá menos com o impacto da corrida. A melhor forma de executar essa tarefa é aterrissando primeira com o medio do pé no chão e
não o calcanhar (e nem a ponta do pé).

Fonte: Eu Atleta.



COMO PREVENIR LESÕES NOS ESPORTES

É comum haver um aumento de procura por pratica de exercícios físicos durante as férias de verão para quem busca o corpo ideal e um estilo de vida mais saudável. Mas para quem não tem o costume de se exercitar no resto do ano, é preciso ter ainda mais cuidado e saber evitar possíveis lesões.

De acordo com o médico Marcos Madureira, médico radiologista do laboratório Exame, existe vários fatores que influenciam na resistência de uma pessoa a lesões. “Desde o tipo de atividade física praticada, o uso de vestimentas e equipamentos adequados, o conhecimento da atividade física praticada, o histórico de lesões prévias, a frequência e a intensidade em que é praticada a atividade, e até mesmo o nível competitivo do evento esportivo. Mas, certamente, a falta de um condicionamento físico adequado e a prática errada de determinados exercícios estão entre os fatores mais comuns”, explica.

Uma das atividades típicas dos veranistas é a corrida. Mas, da mesma forma com que cresce o número de adeptos a este esporte, cresce o número de pessoas nos consultórios médicos para diagnóstico e tratamento das lesões ocorridas nas ruas. “Os praticantes amadores ou esporádicos estão mais sujeitos a uma lesão esportiva. Isso acontece porque os atletas de final de semana, por não praticam atividades físicas com frequência, não conseguem manter um preparo físico adequado e por vezes ainda exageram na intensidade dos exercícios. Muitas vezes também praticam determinadas atividades físicas sem conhecimento técnico ou orientações adequadas”, reforça o médico.

Em busca da causa da dor

As lesões mais comuns, diagnosticadas pelo Dr. Marcos Madureira no dia a dia, são as entorses, as luxações, lesões de ligamentos e tendões de articulações, lesões musculares, fraturas de estresse mecânico e contusões ósseas, lesões de cartilagem, além de bursites e tendinites. “A Ressonância Magnética pode auxiliar o médico na confirmação de uma determinada lesão já suspeitada no exame clínico, como lesões de ligamentos ou meniscos em um joelho. E pode também detectar outras lesões associadas, que podem passar despercebidas ao exame clínico, como lesões de cartilagem. O exame também mostra o grau ou gravidade da lesão em investigação, o que auxilia o médico na indicação e condução do tratamento”, exemplifica o radiologista.

De acordo com o especialista, o importante é procurar orientação especializada antes mesmo de praticar qualquer esporte e manter um acompanhamento médico constante para que todos possam desfrutar apenas os benefícios do esporte. “No caso de traumatismos ou caso apareça algum sintoma durante ou após a realização de exercícios físicos, o médico ortopedista deve ser procurado. Após a avaliação clínica o médico irá analisar a necessidade de exames complementares, dentre eles exames de imagem como a ressonância magnética”, conclui.

Fonte: Portal da Educação Física



PARA QUE SERVE E QUANDO PROCURAR O MÉDICO DO ESPORTE?

Ele orienta a prática saudável do exercício para iniciantes e atletas, visando qualidade de vida e prevenção de lesões.

O médico do esporte atende tanto atletas de alto nível quanto iniciantes e indivíduos comuns, não atletas, saudáveis ou com alguma doença, de todas as faixas etárias. É uma espécie de clínico geral com um olhar voltado para a prática esportiva e para a qualidade de vida.

Ele exerce a função de orientador para a atividade física, analisando o histórico do paciente e seu estado atual, por meio de anamnese, exames clínicos e laboratoriais.

“Buscamos o melhor caminho para prevenção de lesões, tratamento e reabilitação. Também podemos indicar o esporte que seja mais adequado a cada pessoa e que contribua efetivamente para seu bem-estar”, diz o reumatologista e médico do esporte Páblius Staduto Braga, coordenador do Centro de Referência em Medicina do Esporte do Hospital 9 de Julho, de São Paulo.

Na consulta, é feita uma avaliação completa, procurando sinais que possam contraindicar determinada atividade. “Às vezes o paciente quer fazer natação, mas tem uma bursite no ombro. Vamos tratar até que ele fique bom e possa nadar sem problema ou até sugerir outra atividade mais apropriada a seu perfil. Procuramos fazer uma prescrição individualizada do exercício”, completa o médico do esporte Jomar Souza, de Salvador, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME).

Ele esclarece que o médico do esporte não substitui outros especialistas. “O paciente hipertenso continua seu tratamento com o cardiologista, da mesma forma que o indivíduo que tem hérnia de disco permanece com acompanhamento de seu ortopedista. A função do médico do esporte é orientar sobre as atividades físicas mais apropriadas para cada caso. Não vamos substituir, mas agregar com informações que beneficiam o paciente”.

Do praticante de musculação ao maratonista, passando por todas as modalidades esportivas individuais ou coletivas, todos são tratados de modo diferenciado pelo médico do esporte. “Mesmo que a pessoa tenha um orientador na hora da realização da atividade física, é importante verificar se a carga de exercício está compatível ao seu físico, se é necessário alguma suplementação, fortalecimento ou correção muscular”, diz Páblius Staduto.



OBESIDADE TEM FORTE IMPACTO SOBRE A ARTRITE DO JOELHO

De acordo com a Academia Americana de Cirurgia Ortopédica, mais de 14 milhões de pessoas procuraram ajuda médica em função de problemas nos joelhos. Por conta disso, cinco novos estudos foram apresentados no Encontro Anual da entidade, e que analisou o impacto que a obesidade tem sobre a artrite do joelho e a capacidade dos pacientes de se recuperarem após uma cirurgia.

Um dos estudos descobriu que embora a perda de peso através da cirurgia bariátrica possa aliviar a dor no joelho de pacientes obesos com osteoartrite do joelho, a obesidade mórbida pode causar danos permanentes no joelho.
A pesquisa incluiu 10 pacientes diagnosticados com obesidade mórbida com osteoartrite do joelho e que foram avaliados antes e depois da cirurgia bariátrica. Os pacientes perderam em média 23 kg em um ano. Um ano após a cirurgia, a dor no joelho e seu funcionamento melhoraram.

“Por muito tempo as pessoas acharam que não havia nada que pudesse ser feito para atenuar as dores da artrite do joelho, mas hoje sabemos que a perda de peso através de cirurgia bariátrica pode ajudar”, disse Michael Sridhar, um dos pesquisadores da Universidade Emory. “No entanto, há alguns danos causados por tamanho obesidade que são irreparáveis”.

Dois outros estudos avaliaram como a obesidade pode aumentar as chances de complicações após uma cirurgia de joelho. Os pesquisadores compararam dados de pacientes considerados “super obesos” – cujo índice de massa corpórea é maior que 45, com pacientes não obesos. Os pesquisadores chegaram à conclusão de que o número total de complicações foi significativamente maior entre os “super obesos” do que entre os não obesos.

Outro estudo procurou explicar o aumento no número de cirurgias de joelho e a relação com a epidemia de obesidade. De acordo com os pesquisadores, o número de cirurgias dobrou. A realização de cirurgias em grupos de pessoas mais jovens triplicou neste mesmo período. E durante esses 10 anos o número de pessoas obesas aumentou em torno de 15%. Os dados sugerem que o aumento no número de cirurgia realizada em pessoas jovens se deve à lesões relacionadas a esportes e à obesidade e, como conseqüência, ao aparecimento precoce de osteoartrite.



DOR NO JOELHO: CUIDADOS AO ESCOLHER O EXERCÍCIO FÍSICO

É preciso atenção para evitar que os movimentos executados piorem a lesão.

As dores e lesões crônicas nos joelhos estão cada vez mais comuns, principalmente em função do crescimento recente do número de corredores. Mas, ao contrário do que se pensa, os exercícios físicos não são contraindicados para quem sofre com o problema, desde que sejam realizados com cautela, atenção e supervisão. 

 É muito importante que os músculos que atuam sobre o joelho - estabilizando a articulação ou promovendo seus movimentos - sejam sempre exercitados, a fim de melhorar o funcionamento da estrutura. Mas a disfunção envolvida deve ser sempre levada em consideração para que não haja piora da dor ou da lesão.

Os melhores movimentos

 Além da costumeira indicação de hidroginástica - uma boa opção por não gerar impacto no joelho - outros exercícios podem ser realizados fora da piscina. Eles devem, antes de tudo, levar em consideração a causa da dor no joelho. Os mais seguros são os que fortalecem os músculos da parte anterior da coxa (quadríceps), os músculos da parte posterior da coxa (isquiotibiais) e que não envolvem o movimento do joelho, como exercícios de SLR (do inglês, Straight Leg Raise - elevação da perna estendida). Exercícios apenas de contração dos músculos, os isométricos, feitos sem dobrar o joelho, também são boas opções.

 Exercícios com pequenos ângulos de movimentação do joelho podem ser realizados sempre com supervisão, já exercícios de agachamento ou com grandes angulações de movimento são contraindicados, pois podem agravar as dores e a lesão.

Natação

A natação é conhecida por ser um exercício livre de impacto sobre as articulações, no entanto ao fazer o movimento de flexão e extensão do joelho é necessário vencer a força da água. Se feito de forma intensa ou por um tempo prolongado, esse movimento pode desencadear dores ou até mesmo lesões. O praticante de natação deve ter muita atenção aos exercícios de perna, principalmente quando estiver praticando o estilo peito onde os joelhos recebem fortes cargas de movimentos articulares de rotação e flexão.

Musculação

A musculação pode ser realizada, desde que seja feita com supervisão de um profissional capacitado a avaliar, identificar as causas da dor no joelho e que se utilize dos exercícios de fortalecimento como forma de tratamento, visando melhorar a disfunção e a dor no joelho.



Cuide bem dos seus joelhos

Responsável por sustentar todo o corpo humano, os joelhos são muito propensos a sofrerem lesões, mesmo sem um episódio traumático evidente. Dor nos joelhos é um dos principais problemas que levam as pessoas ao médico ortopedista, mas poucos sabem que com cuidados simples, esse problema pode ser evitado.

Confira algumas dicas para você manter as articulações fortes e sem lesões:

  • Pratique esportes regularmente

  • Faça alongamentos antes de praticar exercícios físicos

  • Não ultrapasse os limites do seu corpo

  • Mantenha o peso em dia

  • Ao sentir dores, procure um médico especializado



Tomando esses cuidados, você evita problemas com essa articulação tão importante, afinal, os joelhos sustentam o peso do corpo e dão os nossos movimentos.



COMO EVITAR DOR NO JOELHO NA PRÁTICA DESPORTIVA

Na prevenção ou tratamento, seja perdendo peso ou com exercício físico, as mudanças de hábito são determinantes para esta articulação tão importante.

Hoje, vou abordar um tema bastante comum na rotina do ortopedista. Pacientes que nos procuram com a queixa de DOR NO JOELHO.

A articulação do joelho é a maior do corpo humano, sendo responsável pela sustentação e absorção de impacto nos membros inferiores. Ela suporta a maior parte do peso corporal na posição em pé. Para se ter uma ideia, quando você está andando, o joelho é submetido a uma carga equivalente a 2 vezes o seu peso. Quando você corre, ele é submetido a 5, às vezes 6 vezes seu peso. Por estas razões, esta articulação é muito exposta a lesões e devemos ter um cuidado todo especial com esta.

Nos consultórios de Ortopedia, é bastante comum a queixa de dor no joelho. Sua causa pode ser, em linhas gerais, por traumatismo e degeneração ou desgaste. Outras causas incluem infecções, doenças metabólicas, tumores e alterações congênitas. As lesões por trauma ocorrem nas práticas desportivas, principalmente no futebol, vôlei e tênis. Nestas, observamos lesões dos meniscos, ligamentos e cartilagem.

Nas quedas e acidentes de carro ou moto, são mais comuns as fraturas. As doenças degenerativas têm início na cartilagem da patela e nos meniscos e evoluem para a artrose. Elas têm uma forte relação com o envelhecimento, sobrepeso, obesidade e sedentarismo. se você está com excesso de peso, vai sobrecarregar o joelho devido à carga que este precisa sustentá-lo ao ficar em pé e andar. Ficar sentado muito tempo sem movimentar o joelho também é prejudicial, já que o movimento beneficia o líquido sinovial, que auxilia a nutrição das células da cartilagem.

Os desportistas e praticantes de atividades físicas também estão sujeitos a problemas nos joelhos. Além dos traumatismos, eles costumam sofrer sobrecargas. Isto ocorre em dois extremos da atividade física: atletas de nível competitivo e desportistas sem condicionamento físico. Os atletas profissionais, por estarem sempre treinando e competindo, sofrem mais lesões. Aqueles que estão iniciando ou retornando às atividades físicas após longos períodos de sedentarismo também apresentam problemas.

Existe também o chamado "atleta de fim de semana", que fica a semana inteira trabalhando, sem fazer nenhuma atividade física tenta compensar isto no final de semana. Não funciona. Os estudos mostram que para ter uma boa saúde é preciso regularidade nos exercícios, sendo que os trabalhos aeróbicos devem ser feitos num período mínimo de 40 minutos, 4 vezes por semana.

Os esportes de impacto são os maiores causadores destas lesões. Alguns estudos mostraram, por exemplo, no futebol, uma incidência de 18% de lesões no joelho, 33% no tornozelo e 15% no pé. Na corrida, ocorrem lesões nos joelhos, pernas e pés. Uma das melhores formas de prevenir estas lesões, que geralmente ocorrem por sobrecarga, é atentar para os calçados, especialmente na corrida. Superfícies duras e irregulares como o asfalto exercem maior sobrecarga sobre os joelhos. Correr em esteiras de academia causa menos impacto, sendo melhor para quem está retomando a atividade ou está acima do peso.

Recomendamos também usar tênis com amortecimento, independentemente da superfície. É interessante também observar como você pisa. Existem 3 tipos de pisada: neutra, pronada e supinada. A pisada neutra é a normal, com os tornozelos e pernas retos em relação ao pé e ao solo. A pisada pronada é com os tornozelos desviados "para dentro". Ela é vista em pés planos ou "chatos". A pisada supinada é oposta à pronada, sendo com os tornozelos "para fora". Ela é vista em pés cavos. A pisada também é vista indiretamente ao observar qual lado do calçado se gasta mais com o tempo. Atualmente, a maioria das lojas de artigos esportivos, vendem este tipo de calçado, de acordo com a pisada. Se não souber seu tipo de pisada, procure um ortopedista.

Tenho orientado os pacientes que me procuram orientação para prevenir dores nos joelhos a alternarem os tipos de exercícios. Não recomendo fazer atividades de impacto como a corrida todos os dias ou em dias sucessivos. Ou você descansa pelo menos um dia ou alterna com natação ou ciclismo, se deseja fazer exercício aeróbico.

No ciclismo, tome sempre cuidado com a postura. alguns estudos mostraram que no ciclismo indoor ( Spinning ), 30% das lesões ocorrem na região lombar e 27% nos joelhos e pernas. a principal causa da má postura é o mal posicionamento do banco da bicicleta.

A musculação ajuda a prevenir lesões nos joelhos, já que a musculatura fortalecida diminui a sobrecarga sobre as estruturas internas do joelho, sobretudo as cartilagens e os meniscos. É sempre bom ter cuidado com os exercícios de agachamento, as cadeiras extensoras e o leg press, pois elas podem sobrecarregar a cartilagem da patela e o tendão patelar.

Muitos pacientes que fazem musculação, especialmente as mulheres. Muitas têm apresentado tendinopatia ou tendinite e condromalácia ou condropatia patelar. Esta última é uma degeneração da cartilagem patelar que precede a artrose. Importante também é alongar a coxa. A condromalácia patelar pode ocorrer devido a um desequlíbrio muscular entre o quadríceps, músculo anterior da coxa, e os isquitibiais, músculos posteriores da coxa. O papel do profissional de Educação Física para acompanhar a execução e frequência destes exercícios é fundamental na preveção destas lesões.

As mulheres estão mais sujeitas a dores nos joelhos que os homens. Alguns estudos mostram que a condromalácia patelar, por exemplo, ocorre 2 vezes mais nas mulheres. Isto ocorre porque a mulher possui a bacia mais larga, levando a um desalinhamento nos joelhos, alterando a excursão da patela na hora de realizar os movimentos de flexão e extensão.

O uso de salto alto é muito prejudicial aos joelhos. Com o salto, o corpo fica mais pra frente e isto sobrecarrega muito o joelho, principalmente a região anterior. O problema é convencer algumas mulheres a "descer de andar". ou a frequência do uso do salto. A recomendação é usar um salto mais baixo ou uma anabela. O ideal é não ultrapassar 2 cm. Difícil convencer, não? Mas é necessário.

Em relação ao tratamento, atualmente, existem diversas modalidades. Inicialmente, podem ser feitos medicamentos antinflamatórios, condroprotetores, fisioterapia e até infiltração, além das medidas preventivas já discutidas. Na fase de dor, o repouso é fundamental. Insistir em treinar com a articulação inflamada e dolorida pode desencadear uma lesão que não existia ou agravar uma pré-existente. No insucesso do tratamento conservador, fica indicada a cirugia.


Na prevenção como no tratamento, seja perdendo peso, seja fazendo exercício físico, as mudanças de hábito são determinantes para esta articulação tão importante. Estas medidas podem evitar a desconfortável experiência de passar por uma cirurgia. Sempre conte com um bom ortopedista, profissional de Educação Física e fisioterapeuta. Siga suas orientações e nunca hesite em tirar suas dúvidas.

 



SAIBA COMO EVITAR E TRATAR A ARTROSE NO JOELHOS

A artrose, também conhecida como osteoartrite, tem caráter degenerativo e já faz parte da vida de 10 milhões de brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Estudo da Dor (SBED). O local que a doença mais afeta é o joelho, uma das partes do corpo que mais suporta carga e tem muitas articulações, por isso acaba sendo muito afetado pela artrose.

— A artrose é uma doença degenerativa das articulações. As causas podem ser fatores genéticos, sobrepeso, falta de exercício físico, exagero no uso da articulação, sobrecarga em esportes e desgaste das cartilagens. Joelhos com desvios do eixo (mal alinhamento, por exemplo) e traumas de repetição também podem resultar na doença — explica a fisioterapeuta Mariana Schamas.

A artrose na região causa dor no paciente e pode levar a uma perda considerável de qualidade de vida, chegando a ocasionar danos irreversíveis, como a deformação e enrijecimento de membros. Alguns dos principais sintomas da patologia podem ser facilmente percebidos em um rápido exame clínico, como uma articulação com dores, inchada, com falta de firmeza ou rangidos. Dificuldades ou reduções na capacidade de movimento também podem ser indícios da artrose. Quando a pessoa percebe sintomas da doença, deve procurar um especialista.

Terceira idade é a mais afetada

A faixa etária mais afetada é a terceira idade, por conta do envelhecimento natural do corpo. A fisiatra Pérola Grinberg Plapler orienta algumas ações que podem diminuir os sintomas da doença.

— Recomenda-se perda de peso, exercícios de fortalecimento e alongamento, dieta balanceada, diminuir a sobrecarga desnecessária e fazer uso de medicação disponível no mercado, sempre prescrito por um especialista.

Além da questão física, o surgimento da doença pode ser vinculado a outros fatores, como explica a especialista Pérola.

— A obesidade é um grande problema na osteoartrite, não só pela sobrecarga mecânica. Sabe-se que a gordura funciona como uma glândula, produzindo uma substância chamada adipocina, que piora a inflamação e provoca artrose. O cigarro pode piorar a qualidade do colágeno das articulações, levando a formação de artrose.

Principais sintomas:
— Dor no joelho após esforços e melhora com o repouso
— Rigidez ao se levantar da cama de manhã ou após longos períodos de repouso. Geralmente, a dor passa após 30 minutos ou quando começam as atividades normais do dia
— Presença de estalos ao movimento ou "crepitações"
— Inchaço e calor, sentidos geralmente na fase inflamatória
— Sensação de aumento de tamanho do joelho, devido ao crescimento dos ossos ao redor
— Movimentos mais limitados, especialmente para esticar o joelho totalmente
— Dificuldade em apoiar a perna no chão
— Músculos da coxa mais fracos e atrofiados

Causas da artrose:
— Desgaste natural das articulações, devido à idade
— Estar muito acima do peso
— Traumatismo direto, como cair de joelhos, por exemplo
— Doença inflamatória associada ao uso indevido da articulação

Tratando a artrose no joelho

A artrose é uma doença sem cura conhecida. Algumas iniciativas podem amenizar os sintomas de dor e limitação causados.

— Um tratamento pode ser eficaz em controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Medicamentos adequados e exercícios podem evitar cirurgias e aliviar e controlar os sintomas — explica Mariana.

Exercício físicos são fundamentais

Ao contrário do que muita gente pensa, exercícios são fundamentais para manter uma boa articulação.

— Os melhores são os exercícios resistidos (aqueles realizados contra alguma forma de resistência à contração muscular) que fortalecem os músculos, e os de alongamento, que permitem um ângulo de movimentos adequado. O tratamento cirúrgico só é recomendado quando o tratamento medicamentoso associado aos exercícios falha e o paciente tem uma dor incapacitante — destaca a fisiatra Pérola.

A fisiatra destaca também que há exercícios contraindicados. Se a região afetada for a rótula, os exercícios que dobram e esticam os joelhos, como agachamento ou bicicleta, não devem ser feitos, principalmente se provocarem dor. Quando a doença está entre os ossos do fêmur e da tíbia, a corrida não é aconselhável.

Alguns exercícios simples podem ser eficazes para amenizar as dores e melhorar a qualidade de vida, como explica a fisioterapeuta Mariana Schamas "Ao se deitar e antes de levantar, o paciente pode esticar uma perna de cada vez, alongando a parte posterior da mesma, fazendo duas séries de 10x cada perna. Essa simples ação ajuda a lubrificar a articulação e alongar a musculatura".

Ambas as especialistas destacaram que um acompanhamento médico é muito importante para tratar a artrose. Para o diagnóstico, deve-se observar os sintomas que o indivíduo apresenta e o médico poderá solicitar um raio-x ou ressonância magnética da articulação.



O QUE É TROMBOSE?

Viagens longas aumentam o risco de Trombose Venosa Profunda.

Quem não gosta de viajar, não é mesmo? Conhecer lugares diferentes, visitar parentes distantes ou curtir bons momentos com toda a família são momentos que não tem preço. No entanto, apesar de ser um programa adorado pela maioria das pessoas, é preciso ficar atento. Isso porque longas viagens de avião, de ônibus ou carro podem aumentar o risco de Trombose Venosa (TVP).

Para quem não sabe, esta é a terceira doença cardiovascular mais frequente no mundo, depois dos problemas de coração e derrame (AVC). Além disso, a trombose pode ser completamente assintomática e o paciente pode demorar a perceber.

Problemas

Uma de suas mais graves consequências é a embolia pulmonar, que ocorre quando o coágulo se solta e acaba se instalando em uma artéria pulmonar. A situação torna a pessoa incapaz para realizar determinadas atividades sociais e de trabalho ou mesmo levar à morte. Em outros casos, o paciente pode notar os seguintes sintomas:

  1. Dor,
  2. Inchaço,
  3. Aumento da temperatura nas pernas,
  4. Coloração arroxeada
  5. Endurecimento da pele.

Você sabia?

  • Aproximadamente 600 mil internações hospitalares são realizadas por ano em função da doença, que tem como elemento central a estase venosa (diminuição da velocidade da circulação).
  • Geralmente, o problema se inicia nas veias da panturrilha e, uma vez formado o coágulo, ele tende a se propagar, servindo como estímulo para desencadear a formação de uma “rolha de coágulo” dentro da veia. O resultado é que o sangue abaixo dela não tem para onde ir e deixa de circular.
  • Na fase aguda da formação destes coágulos, o aspecto do sangue é como de uma “gelatina” muito frouxamente presa na parede da veia e, às vezes, apresenta uma cauda que fica flutuando dentro do vaso. Quando estes coágulos se desprendem, por alguma razão, ganham a circulação sanguínea e seguem até o coração, logo depois, as artérias pulmonares distribuem o sangue para os pulmões para serem oxigenados.

 



ÁGUA NO JOELHO: VOCÊ TEM OU JÁ TEVE? O QUE FAZER PARA EVITAR

O que é “água no joelho”?

Várias doenças que afetam os joelhos, sobretudo se infecciosas, ocasionam uma coleção de líquido no interior da articulação, popularmente referida como “água no joelho”. Esse líquido é produzido pela membrana sinovial de todas as articulações, recobre internamente a cápsula articular em colaboração com a circulação sanguínea e é chamado líquido sinovial. Ele é um líquido viscoso que tem como principais funções lubrificar as extremidades ósseas e amortecer os impactos de umas contra as outras, além de participar da nutrição das peças articulares. Quando afetadas por quaisquer doenças, as membranas sinoviais passam a fabricá-lo em excesso, gerando o quadro clínico da chamada “água no joelho”. Mas não há somente um aumento na quantidade, mas também há uma alteração na qualidade e características físicas desse líquido.

Quais são os principais sinais e sintomas da “água no joelho”?

Normalmente, a articulação do joelho torna-se globosa, aumentada de tamanho e frequentemente exibe sinais de inflamação (inchaço, dor, vermelhidão e calor). O derrame articular pode dar-se de forma lenta ou repentina, conforme a sua causa. Dobrar o joelho torna-se um problema e o andar pode ficar muito prejudicado ou mesmo impedido. Nos casos mais intensos até mesmo o ficar de pé pode ser muito difícil.

Quais são as principais causas de “água no joelho”?

Em geral, a "água no joelho" aparece após algum traumatismo no joelho (torções, pancadas, etc.), afetando cartilagens ou meniscos. Os atletas (profissionais ou amadores) são os que mais sofrem com esse problema, mas doenças locais como as artroses, artrites, gota, sinovites, por exemplo, ou sistêmicas, como a infecção intestinal por salmonelose, parasitose intestinal, infecção geniturinária como a gonorreia, etc., também podem levar a esse problema.

Como o médico diagnostica a “água no joelho”?

O reconhecimento da “água no joelho” é clínico, dado pela constatação de um edema flutuante. “Água no joelho” não é doença, mas sim um sintoma de alguma doença que precisa ser diagnosticada. Muitas vezes, esse diagnóstico requer o exame do derrame articular para pesquisar a sua causa. A maneira de fazer isso é colher a “água” com seringas e agulhas apropriadas e examiná-la em laboratório. Por esse meio pode também ser feita uma biópsia que, em alguns casos, ajuda a determinar a natureza do problema.

Como o médico trata a “água no joelho”?

Com o tratamento da lesão causal, o líquido no interior da articulação tende a ir se reabsorvendo, mas algumas vezes (se é muito volumoso, incomodativo ou se causa dor) ele tem de ser retirado por artrocentese (extração do líquido feita por meio de uma seringa especial). Por esse mesmo meio, pode ser injetado um corticoide ou outra medicação que evite que o líquido volte a aparecer ou novamente cause dor.

Dependendo da causa, o tratamento da “água no joelho” pode ser fácil e rápido ou demorar um pouco mais. É recomendável não fazer atividades violentas ou carregar peso. Mesmo o caminhar deve ser reduzido ao mínimo possível. Deve-se aplicar gelo por cerca de quinze a vinte minutos a cada três horas.

Como prevenir a “água no joelho”?

  • Sempre alongar os músculos das pernas antes de iniciar as atividades físicas.
  • Evitar o excesso de peso.
  • Não forçar o joelho em exercícios ou atividades cotidianas.
  • Fazer exercícios que fortaleçam os músculos que sustentam a articulação do joelho.




CAMINHADA NO COMBATE À OSTEOPOROSE

Caminhar pode ajudar a combater a osteoporose. Isso acontece porque o impacto dos pés com o chão traz uma série de benefícios aos ossos. Ao comprimir os ossos durante a pisada, a movimentação do esqueleto gera uma quantidade ainda maior de estímulos elétricos nos ossos. Esse estímulo acaba incentivando a absorção do cálcio, deixando os ossos mais resistentes.



ARTROPLASTIA DO JOELHO: EM QUE CONSISTE? COMO ELA É FEITA?

O que é artroplastia do joelho?

Artroplastia do joelho é uma cirurgia que substitui uma articulação doente ou danificada do joelho por uma prótese composta de metais e plásticos, capazes de devolver sem dor as atividades de vida diária que haviam sido comprometidas.

Quem deve fazer artroplastia do joelho?

A artroplastia do joelho está indicada sempre que o joelho esteja muito danificado a ponto de não poder mais executar suas funções ou de ocasionar dor intensa para a qual não haja chance de melhora com outros tratamentos. A maioria dos pacientes que precisa de tais operações por desgaste está acima dos 65 anos de idade, mas ela pode também ser feita em pessoas com menos idade em razão de osteodistrofia, artrite reumatoide, desordem articular causada pela hemofilia, gota, tumores ósseos, etc.

Como se realiza a artroplastia do joelho?

Antes da artroplastia do joelho e para o seu correto planejamento devem ser realizados exames de imagem como radiografias, ressonância magnética e, se possível, uma artroscopia da articulação do joelho. Há vários tipos de próteses e a escolha da prótese mais adequada ao caso e da modalidade da cirurgia é baseada nos resultados destes exames. Como poderão ser necessárias transfusões de sangue durante a cirurgia, poderá ser colhido um pouco de sangue do próprio paciente, evitando-se eventuais problemas com a transfusão de sangue heterólogo (de outra pessoa). Em caso de infecção, a artroplastia não deve ser executada.

A cirurgia de substituição da articulação do joelho pode ser executada sob anestesia regional, geralmente epidural, que torna o paciente insensível da cintura para baixo. A cirurgia em si consiste em recapear com próteses as partes dos ossos que estejam se tocando, em virtude do desgaste da cartilagem natural que esteja danificada. A cirurgia dura cerca de duas a três horas, dependendo de circunstâncias individuais e o paciente deverá permanecer no hospital por três ou quatro dias após a operação. Depois da cirurgia, os pacientes são incentivados a ficar de pé já no primeiro dia e a andar no segundo dia. Dentro de seis semanas, a maioria dos pacientes consegue andar sem o auxílio de uma bengala e com mais uma ou duas semanas poderão dirigir um carro.

O ortopedista escolherá entre os vários modelos de prótese levando em conta as características das lesões no joelho, a idade, o tipo de atividade exercida pelo paciente e o peso corporal do indivíduo. Uma fisioterapia deve ser iniciada antes da cirurgia e é indispensável que tenha seguimento após a realização do procedimento. O resultado da cirurgia depende em muito da preparação prévia a ela. Após a cirurgia, o joelho deverá ficar imobilizado com curativo compressivo, mantendo um dreno. Procure não deitar sobre o lado operado. A prótese que substitui a articulação dura, no mínimo, de quinze a vinte anos.

Quais são os cuidados que devem ser observados após a artroplastia do joelho?

A pessoa que tenha feito uma artroplastia deve:

  • Evitar levantar objetos muito pesados.
  • Evitar subir escadas excessivamente.
  • Manter-se no peso corporal adequado.
  • Manter um estilo de vida saudável e moderadamente ativo.
  • Evitar esportes de impacto sobre o joelho, como corrida, esqui, vôlei e outros.
  • Evitar qualquer tipo de atividade física que envolva movimentos rápidos, principalmente de torção do joelho.
  • Não empurrar objetos pesados.
  • Evitar ajoelhar.
  • Evitar sentar-se em locais ou cadeiras baixas.

Como evolui a artroplastia do joelho?

É de se esperar que depois da artroplastia do joelho haja uma melhora da dor e uma importante recuperação dos movimentos prejudicados, permitindo sentar, andar, subir e descer escadas com mais facilidade. Entretanto, haverá certas restrições. Devem ser evitados esportes de contato ou atividades que forcem excessivamente o joelho.

Como em muitas articulações mecânicas, os componentes protéticos tendem a se desgastar, à medida que se atritam uns contra os outros durante o movimento.

Embora a prótese possa ser substituída no caso de desgaste, um segundo implante raramente é tão eficiente quanto o primeiro.

Quais são as complicações possíveis da artroplastia do joelho?

As complicações mais comuns da artroplastia do joelho incluem infecção, sangramento, dor, tromboembolismo, danos aos nervos e vasos sanguíneos, fraturas, etc.