• Av. das Américas, 1155 - Sala 1911 - Barra Space Center Rio de Janeiro
  • (21) 2499-4480 (21) 3215-9506 / 97038-2771
  • Contato

DICAS E ARTIGOS

As lesões do joelho durante o futebol

Qual o homem que não adora jogar uma partida de futebol, nem que seja aquela de final de semana? Uma das paixões do brasileiro, o esporte é campeão das lesões nos joelhos. De repente, uma simples brincadeira com os amigos pode se tornar um pesadelo, capaz de comprometer a diversão e a rotina do jogador.

Os esbarrões, comuns nas partidas de futebol, são responsáveis por provocar 23% das lesões em campo. Já os traumas nos joelhos representam 16% de todas as lesões em homens durante um jogo. É curioso notar que mesmo os atletas mais bem preparados não estão livres de se machucar. Porém, os esportistas de final de semana, pouco acostumados com o ritmo intenso do jogo, são mais suscetíveis a sofrerem lesões nos joelhos e em outras estruturas.            

Durante um jogo de futebol, que dura em média, 90 minutos, os jogadores precisam usar todos os músculos, as pernas, assim como os joelhos, pés, tornozelos e coluna. Quedas, esbarrões e torções, tudo pode acontecer em campo. Ligamentos e tendões, assim como as articulações demandam músculos e ossos saudáveis e bem preparados para esportes, principalmente os de alto impacto, como é o futebol.  

Vale lembrar que as lesões podem acometer diversas estruturas dos joelhos como os meniscos (discos que absorvem os impactos), os ligamentos (dão estabilidade ao joelho), a patela, os tendões e a cartilagem, que envolve a articulação.

O joelho é a maior articulação do corpo humano e a mais exigida durante o futebol. Quando lesionado, exige maiores cuidados e um maior período de recuperação, sem contar os casos que necessitam de cirurgia. Uma das lesões mais graves que acontecem durante um partida de futebol é o rompimento do ligamento cruzado anterior (LCA), que conecta a tíbia ao fêmur e tem como função principal impedir o movimento de deslizamento da tíbia para frente.

A lesão do LCA é a ruptura do ligamento, que mesmo de pequeno tamanho, pode provocar sintomas como dor, inchaço, limitações de movimento, sensação de falseio e insegurança no joelho. Outro trauma comum é lesão do menisco medial (LMM), que acontece em 30% dos casos isoladamente e em 70% combinada com a LCA. Porém, as mais graves são as lesões combinadas: LCA e LCP (lesão cruzado posterior), que afetam o ligamento posterior e o anterior. 

Diagnóstico e Tratamento

O médico irá fazer um exame clínico e complementar o diagnóstico com exames de imagem, como a ressonância magnética nuclear. Em alguns casos, é necessária a realização de uma artroscopia para fechar o quadro. A boa notícia é que com o avanço da tecnologia de diagnóstico e de tratamento, as lesões nos joelhos podem ser detectadas e tratadas, precocemente, com alto índice de cura, em cerca de 90% dos casos.  Os procedimentos cirúrgicos tornaram-se menos invasivos e o uso da ressonância magnética permite um diagnóstico mais preciso.

Prevenção
Para os atletas profissionais ou para os amadores, a melhor maneira de prevenir lesões nos joelhos durante um jogo de futebol é realizar exercícios de musculação para fortalecer a musculatura das pernas, principalmente dos músculos que sustentam o joelho. Antes da partida, vale também fazer um aquecimento e alongar. Com isso, o futebol pode ser aproveitado da melhor maneira possível.



Como a osteoartrite afeta os joelhos

Popularmente conhecida como artrose, a osteoartrite é uma doença que afeta as articulações do corpo humano, entre elas o joelho. É uma enfermidade bastante comum nas pessoas com mais de 50 anos, entretanto pode acometer indivíduos de todas as idades, principalmente aqueles que praticam atividades esportivas de impacto ou estão acima do peso. Entre as doenças reumatológicas é a mais frequente, representando de 30 a 40% das consultas nos ambulatórios da especialidade. 

A osteoartrite (artrose) é uma doença que se caracteriza pelo desgaste da cartilagem articular e por alterações ósseas, entre elas os osteófitos, conhecidos como "bicos de papagaio". Por ser uma doença degenerativa, ou seja, que piora com o tempo, as queixas aumentam progressivamente com a idade. Nas mulheres a osteoartrite atinge mais mãos e joelhos e nos homens a articulação coxofemoral (fêmur e bacia). 

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, aos 75 anos de idade, 85% das pessoas têm evidência radiológica ou clínica da doença, mas somente 30 a 50% dos indivíduos com alterações nos exames de imagem sentem dor crônica. 

A osteoartrite (artrose) pode ser dividida em primária (sem causa conhecida) ou em secundária (causa conhecida). A primeira está ligada ao processo de envelhecimento e ao desgaste natural das articulações. Já a secundária tem inúmeras causas como defeitos nas articulações como os joelhos valgo ou varo, alterações no metabolismo, hereditariedade, traumas e lesões, entre outros. 

Sintomas
No primeiro estágio da doença, os sintomas são mais leves. O mais desconfortável é a dor, que aumenta com o passar dos anos. Quando atinge o joelho, a dor enrijece e diminui a mobilidade e pode causar dor intensa e crônica. 

Diagnóstico e Tratamento
O médico irá avaliar o paciente e pedir alguns exames de imagem para analisar em que grau a osteoartrite está. Nos casos mais leves, alguns medicamentos agem nos três pilares do tratamento da doença, preconizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS): dor, inflamação e proteção da cartilagem. 

Em casos mais graves, alguns pacientes necessitam colocar uma prótese para voltar a andar ou ter mais mobilidade. 

Prevenção
Nenhum tratamento retarda a evolução da doença quando essa já está instalada. Porém, algumas medidas podem ser tomadas para melhorar a qualidade de vida:
- Perder peso e mantê-lo;
- Realizar exercícios aeróbicos e musculação para fortalecer os músculos da região;
- Tomar cuidado com a postura ao sentar-se, levantar-se, subir ou descer escadas;
- Evitar esportes de impacto; 
- Usar sapatos confortáveis, que ofereçam boa base de apoio; 
- Utilizar sempre corrimãos e alças de apoio;
- Se preciso, usar bengala ou andadores.



Joelhos saudáveis aumentam a expectativa de vida

Uma das articulações mais importantes do corpo, os joelhos, trabalham pesado para aguentar os passos da humanidade, desde que o homem se tornou bípede. Porém, nem todo mundo cuida bem dessa incrível estrutura e só procura ajuda quando há alguma lesão ou a dor, pela suposta prerrogativa de que os joelhos não são importantes para a saúde. Ledo engano. 

Recente estudo norte-americano avaliou registros médicos de 134 458 pacientes, com artrose avançada nos joelhos, fase em que a colocação de uma prótese costuma ser indicada por melhorar a movimentação e até proteger o restante dos ossos. Sete anos depois, a taxa de sobrevida dos indivíduos submetidos à cirurgia foi 50% maior em comparação com aqueles que não foram operados. 

Mas quando a artrose está na fase inicial, não há razão para colocação de prótese. Além disso, uma pesquisa realizada na Suécia constatou que após 12 anos de cirurgia, a sobrevida era maior nos indivíduos que não passaram pela cirurgia, pois com o passar do tempo, o dispositivo tende a apresentar problemas que causam restrições no dia a dia do paciente.

Embora esses dados sejam reveladores e importantes, quando o assunto é a saúde dos joelhos, vale frisar que a prótese está longe de ser a solução para todos os casos. Na verdade, a prevenção das doenças que afetam esta articulação é melhor maneira de promover a saúde e manter uma boa qualidade de vida. Isso porque quando os joelhos são afetados por algum problema, qualquer atividade que exija das pernas ficará comprometida.

O movimento está intimamente ligado à nossa autonomia enquanto indivíduos. Quando ocorrem desgastes graves nos joelhos ou problemas nos ligamentos e outras estruturas, perdemos a independência, o que afeta não só a qualidade de vida, como pode causar depressão e outras doenças mentais. Além disso, a inatividade física está relacionada à obesidade, ao colesterol alto, ao diabetes, à pressão alta, entre outros fatores que prejudicam a saúde dos pés à cabeça. 
Para prevenir a artrose e outros problemas nos joelhos, a primeira dica é deixar de ser sedentário. Uma pequena mudança de hábito já pode causar uma grande diferença nas juntas. Caminhar mais, trocar o carro pela bicicleta, nadar, etc. Qualquer exercício é melhor que ficar parado. 
Em doses adequadas, o impacto é benéfico e estimula a formação óssea. A musculação também ajuda a fortalecer os músculos dos membros inferiores. Em forma, eles amortecem a sobrecarga imposta sobre a articulação, amenizando o risco de contusões. O alongamento é Igualmente importante para manter a flexibilidade. Mesmo que não pratique nenhum esporte, use o alongamento ao acordar, no trabalho, no trânsito, ou seja, sempre que possível. 
Mas, se a atividade física é importante, evitar forçar demais a articulação e tomar cuidado com tropeços e torções também contribuem para a saúde dos joelhos. Isso porque lesões pequenas no menisco ou nos ligamentos cruzados, muitas vezes, antecipam o processo de degeneração da junta, que podem provocar alterações imperceptíveis ou instabilidade nos movimentos, dois fatores com potencial para acelerar o desgaste.

Portanto, agora que você sabe como seus joelhos são importantes para a saúde e para o bem-estar, que tal incluir um exame ortopédico no seu próximo check up? Isso vai assegurar que ao praticar uma atividade física seus joelhos estarão protegidos e também irá garantir o diagnóstico e o tratamento precoce de qualquer problema nos seus joelhos!



Como tratar uma fratura no joelho

O joelho é uma articulação muito complexa, não só por conter músculos, tendões, ossos, cartilagem, mas também por ligar a parte de cima com a parte de baixo do corpo. Na parte de cima ele se conecta ao fêmur. Na parte de baixo à tíbia. Quando há uma fratura no joelho, no fêmur ou na tíbia é preciso tratamento imediato, pois constitui um risco para o bom funcionamento da articulação.

A gravidade da fratura depende de vários fatores como idade, sexo, tipo de joelho, qualidade da musculatura ao redor, entre outros. Em pessoas jovens as fraturas geralmente acontecem quando há uma queda, um acidente ou trauma mais intenso. Já nos idosos é comum a fratura pelo enfraquecimento normal, gerado pelo processo de envelhecimento ou como consequência da osteoporose.

O diagnóstico de uma fratura no joelho nem sempre é fácil. É comum a confirmação da lesão algumas semanas depois da queixa, sempre acompanhada de dor intensa e não aliviada com medicamentos. Outros sintomas comuns quando há uma fratura são o inchaço e a dificuldade de colocar o pé no chão. Por isso, é preciso realizar exames mais complexos que a radiografia, como a tomografia ou a ressonância magnética para fechar o diagnóstico.

Quanto ao tratamento, o médico irá avaliar algumas questões como:

  • se é uma lesão isolada ou politraumática
  • características do paciente (idade, estado de saúde geral, etc.)
  • extensão do dano aos tecidos moles (cartilagem, tendão, ligamentos, etc.)
  • recursos médicos para o tratamento

As fraturas mais simples podem ser tratadas apenas como reabilitação e fisioterapia, além de medicamentos para aliviar a dor. Quando há derrame articular, ou seja, quando há acúmulo de líquido é preciso drenar, o que alivia a dor e ajuda no processo de cicatrização. A imobilização também é uma medida bastante adotada. Esse tipo de tratamento é chamado de “conservador”.

Em casos de fraturas mais graves é preciso realizar cirurgias, que podem ser de pequeno, médio e grande porte. Fraturas expostas ou com comprometimento do sistema vascular requerem cirurgia, inclusive de emergência.

Em outros casos, a cirurgia pode ser marcada. Com os avanços da medicina é possível planejar a correção da fratura em computadores, por meio de programas específicos para esse fim. A simulação pré-operatória dá mais segurança para o cirurgião, que vai prever todo equipamento que será necessário, além de antecipar possíveis intercorrências no momento da cirurgia. 
Uma das técnicas mais utilizadas hoje em dia para realizar cirurgias nos joelhos é artroscopia. O médico insere por meio de cortes de menos de 1 cm uma minicâmera e instrumentos que têm grande alcance. Esse método diminui a dor após a cirurgia, o tempo de recuperação e o risco de uma infecção. 
Como você viu, o tratamento de uma fratura no joelho não é um processo simples. Por isso, cuide muito bem dos seus joelhos. Para isso é preciso manter o peso ideal, praticar atividades físicas adequadamente, fazer exercícios de musculação para fortalecer a musculatura das pernas e procurar um médico caso sinta dores após uma queda ou acidente.



Mitos e Verdades sobre os Joelhos

Estar acima do peso ou obeso pode causar problemas nos joelhos?
Verdade! Não é necessário estar muito acima do peso para que os joelhos precisem trabalhar mais que o normal. Se a pessoa além de obesa for sedentária, o risco é dobrado. Por isso, cuide do seu peso e pratique exercícios regularmente.

Usar salto alto pode prejudicar os joelhos?
Verdade! Sim, mulheres que abusam do salto alto tendem a ter mais risco de desenvolver dores ou problemas mais sérios nos joelhos e na coluna também. Saltos maiores que 3 centímetros empurram a gravidade do corpo para frente. Essa inclinação obriga o peso do corpo a ficar concentrado nos joelhos, sobrecarregando a já difícil função da articulação. O ideal é usar saltos de 3 a 4 cm e deixar os mais altos para ocasiões especiais.

 

Todo esporte é benéfico para a saúde dos joelhos!


Mito! Ser sedentário é prejudicial à saúde e fator de risco para o desenvolvimento de várias doenças. Entretanto, praticar esportes sem o devido cuidado pode sim prejudicar os joelhos.Movimentação excessiva, baixo condicionamento muscular, ausência de alongamento, má postura, sobrecarga, dentre outros, podem ser responsáveis por problemas nesta articulação, acometendo tanto atletas – profissionais ou amadores –, quanto pessoas comuns. São dois os tipos principais de lesões: por trauma ou por excesso de carga. Busque orientação profissional, opte por atividades adequadas para o seu peso, altura e condicionamento físico e lembre-se de aquecer e alongar a musculatura, além de ir com calma quando começar uma atividade.

Dor no joelho é coisa de gente idosa! 
Mito! Dor nos joelhos é uma condição muito comum. Crianças e adolescentes podem sentir dor relacionada ao próprio processo de crescimento. Já em jovens adultos, a dor mais frequente é causada por traumas ou lesões ocasionados pela prática de esportes, como corridas e futebol, além de quedas e acidentes. Nas mulheres, o uso do salto alto e a propensão ao joelho valgo (em forma de X), aumentam muito os riscos de problemas nos joelhos, pois geram uma sobrecarga na perna, provocando o desgaste da cartilagem, traumas e torções. Em pessoas com mais de 50 anos, uma das principais causas de dores nos joelhos é a osteoartrite.

Ficar muito tempo em congestionamentos pode prejudicar os joelhos!
Verdade! O excesso de automóveis nas capitais brasileiras levam os motoristas a permanecerem longos períodos em congestionamentos, realizando movimentos repetitivos para engatar as marchas, quando o carro não é automático. No Brasil, a frota de automóveis com câmbio automático ainda é muito pequena. Motoristas que ficam sentados por muito tempo e realizam movimentos repetitivos pode ter fadiga muscular e desgaste nas articulações. Frear, acelerar e pressionar a embreagem repetidamente pode desgastar as articulações dos tornozelos e dos joelhos. E ficar por mais de uma hora sentado, pode sobrecarregar a região lombar, causando a lombalgia.



Ai meu joelho!

Você é daqueles que evita a qualquer custo ir ao médico e trata suas dores de forma caseira? Cuidado! Quando se trata de dores nos joelhos, é preciso procurar o médico assim que possível. 
São os joelhos que sustentam todo o peso do corpo e tornam possível nosso movimento de caminhar, correr, subir escadas, etc. São estruturas complexas e muito suscetíveis a lesões e traumas, seja em movimentos mais bruscos como um tropeço, ou até em uma simples caminhada. 
Veja abaixo os principais sinais de que já algo errado com o seu joelho e procure um médico:

  • Inchaço
  • Dor
  • Vermelhidão
  • Joelho que estrala ou trava quando você dobra a perna
  • Sensibilidade ao toque
  • Dor mesmo quando em repouso
  • Dor ao subir ou descer escadas 
  • Uma das principais causas de dor nos joelhos é a condromalacia patelar, que costuma atingir 8 vezes mais mulheres do que homens, devido à anatomia feminina, ou seja, quadris mais largos e joelhos valgos (voltados para dentro). Estima-se que a condromalacia corresponde a 20% das queixas de dor nos joelhos nos consultórios médicos. 
    A doença causa inflamação e amolecimento da cartilagem dos joelhos. Dor, joelhos que rangem e estalam estão entre os principais sintomas da condromalacia. Pessoas que exageram no exercício físico também podem desenvolver a condromalacia, principalmente se não fizerem exercícios de fortalecimento da musculatura em torno dos joelhos. Outros problemas comuns que atingem os joelhos são: osteoartrite e tendinite patelar.

     

    Portanto, lembre-se da importância dos joelhos para a sua qualidade de vida, afinal poder se movimentar é fundamental. Ao sentir uma dor que incomoda, procure seu ortopedista para fazer uma avaliação dos seus joelhos.



    Cuidado com o salto alto

    A apresentadora Xuxa Meneghel precisou se afastar da televisão para cuidar de um problema causado pelo uso excessivo de salto alto. Trata-se da sesamoidite, inflamação dos ossos localizados na sola dos pés, próximos aos dedões. 
    Abusar do salto alto pode provocar esse e outros problemas nos joelhos, coluna e nos pés. O salto alto muda o centro da gravidade do corpo. Quando se usa salto alto, o peso que normalmente se concentra na parte de trás do pé é transferido para frente. Quanto maior o salto, maior o dano. Para compensar o desequilíbrio, joelhos e coluna ficam sobrecarregados, o que pode levar a uma série de problemas. 
    Os joelhos femininos têm uma tendência natural a se voltar para dentro, o que é conhecido como joelho valgo. Isso afeta a patela, pequeno osso que se articula com o fêmur, cuja função é proteger a articulação do joelho. O uso constante de saltos favorece o desgaste da patela, podendo levar a condromalacia patelar, doença crônica e degenerativa, que afeta toda a cartilagem dessa área do joelho.

    Os sapatos de saltos altos e finos são os piores, pois exercem pressão na ponta do pé, causam falta de mobilidade na parte de trás da perna, obrigando a mulher a andar com os joelhos flexionados e se equilibrando, o que exige mais esforço tanto da patela, como do fêmur. Além disso, quando o calcanhar fica mais alto, o tendão de Aquiles se encurta. Isso pode causar tendinite, causando dor e desconforto quando a pessoa fica descalça.

    Embora os saltos altos sejam maléficos para as estruturas articulares e ósseas, engana-se quem pensa que as sapatilhas e rasteirinhas são inofensivas. A falta total do salto também pode ser prejudicial. Os sapatos sem salto nenhum não conseguem absorver o impacto da caminhada e isso também sobrecarrega os tornozelos e os joelhos.

    Um dos primeiros sinais de que há algo errado com o tipo de calçado é o surgimento de calos, dores nas costas, nos joelhos e no quadril.

    Dica
    No seu dia a dia escolha calçados confortáveis, com saltos baixos, de 3 a 4 cm, plataforma ou anabela. Deixe o saltão para festas e ocasiões especiais.

    Outra dica importante é usar um sapato adequado para o tipo de lugar que frequenta. Nas ruas é bem difícil andar de salto, com buracos e calçadas irregulares, o que aumenta o risco de acidentes. A beleza não deve vir antes da sua saúde. Previna-se!



    Dor lombar atinge 80% das pessoas

    A região central das costas é composta da coluna vertebral, cercada de músculos e ligamentos. Quando vista de lado, a coluna apresenta uma forma de "S". A porção inferior do "S" compreende a coluna lombar. Muitas forças atuam nessa região. As forças excessivas que resultam da postura incorreta, de movimentos corporais impróprios, traumas e outras causas podem provocar dor lombar (DL), também conhecida por lombalgia. Não é uma doença, é um tipo de dor que pode ter diferentes causas. Algumas vezes, a dor se irradia para as pernas com ou sem dormência dos membros.  

    Quem tem dor lombar?
    Qualquer pessoa está sujeita a ter pelo menos um episódio de dor lombar na vida. Em geral, é causada por um problema postural, ou seja, por uma posição incorreta ao sentar, deitar, abaixar ou carregar algum objeto. Em outros casos, pode ser causada por uma inflamação, infecção, hérnia de disco, problemas nas vértebras, artrose ou até por problemas emocionais. 
    A avaliação médica ajuda a identificar a causa da dor e planejar um esquema de tratamento. Há muitas causas potenciais envolvidas. A estenose da coluna vertebral, um estreitamento do espaço no canal central da coluna, é mais comum em idosos. A herniação de disco é mais frequente em adultos jovens e de meia idade.
    A dor lombar afeta todos os grupos de pessoas. Praticamente qualquer tecido ou estrutura da região dorsal pode contribuir para a dor. Os ossos, discos, ligamentos, músculos e raízes nervosas podem gerar dor. As herniações ou rupturas de discos podem gerar dor; no entanto, a maioria dos casos de hérnia de disco não apresenta sintomas. Um colapso vertebral, chamado de fratura de compressão, causa dor; esse evento é comum na osteoporose e pode ocorrer com traumas leves em idosos.
    A dor lombar com irradiação para a perna é geralmente causada por um pinçamento ou irritação nervosa. Mais comumente, resulta de uma hérnia de disco ou de osteoartrite, caracterizada pelo crescimento excessivo do osso devido ao desgaste da cartilagem dos discos. Fraqueza muscular, tensão ou instabilidade óssea também podem provocar dor. As pequenas articulações que conectam as vértebras, denominadas faces articulares, podem inflamar e deixar a região dolorida.

    Entendendo seu corpo
    A coluna é composta de vários ossos pequenos, as vértebras, colocadas umas sobre as outras. Entre as vértebras estão os discos, constituídos de um tecido semelhante a um gel, que agem absorvendo os impactos. A medula espinhal e as raízes nervosas passam através da coluna em um canal atrás das vértebras e discos. 
    A porção inferior da coluna está ligada aos ossos da pelve, enquanto as vértebras superiores estão relacionadas com as costelas na região toráxica. A coluna vertebral permite a movimentação por meio do movimento individual de cada vértebra e dos discos. A região externa dos discos apresenta terminações nervosas dolorosas. A curvatura natural em "S" da coluna vertebral permite uma melhor distribuição do peso. 
    A flexibilidade e o tônus muscular do dorso, pelve e abdome ajudam a manter essa forma. Obter uma boa postura é outra maneira de sustentar esse alinhamento enquanto estiver sentado ou em pé.

    Diagnóstico 
    Há dos tipos de lombalgia: aguda e crônica. A forma aguda é o "mau jeito". A dor é forte e aparece subitamente depois de um esforço físico. Ocorre na população mais jovem. A forma crônica geralmente acontece nos mais velhos; a dor não é tão intensa, porém, é quase permanente. 
    Para realizar o diagnóstico, nem sempre é preciso fazer exames como a ressonância magnética. Em mais de 90% dos casos, o diagnóstico e a causa são estabelecidos com uma boa conversa com o paciente e com um exame físico bem feito. Em caso de dúvida, o passo seguinte é a radiografia simples. Se há desconfiança de uma hérnia de disco, por exemplo, o médico irá solicitar exames mais específicos para detectar possíveis alterações.

    Tratamento: A importância do RPG 
    Para as dores lombares mais simples, que não envolvem condições graves como a hérnia de disco, um dos tratamentos mais eficazes é a Reeducação Postural Global (RPG). Diferente das medidas de fisioterapia convencionais, o método da RPG propõe uma visão corporal integrada do paciente, pois trabalha o corpo inteiro. Traz como benefício à conscientização corporal, o que previne deformidades, fornece amplitude de movimentos, relaxamento, fortalecimento muscular e alívio da dor. O RPG não utiliza nenhum tipo de medicamento - é um tratamento bastante agradável que funciona com a manipulação sobre os membros e coluna dos pacientes, sendo sincronizada com técnicas de respiração.

    Prevenção
    Como já foi dito, a postura (posição do corpo) deve estar sempre correta, de maneira ereta. Postura inadequada é um dos principais motivos de dor lombar. Além disso, confira algumas dicas:

    • Para as pessoas que trabalham sentadas, é importante manter a coluna ereta, com altura adequada dos braços na digitação. Além disso, os pés devem estar completamente apoiados no chão para sustentar o corpo;
    • Ao levantar objetos pesados, a dica é abaixar o corpo, flexionando os joelhos;
    • Na hora de dormir, a posição ideal é de lado, com os joelhos semi-flexionados;
    • Não se esqueça de ter um colchão e um travesseiro adequados para sua altura e peso;
    • Praticar alongamento sempre que possível;
    • Cuidado ao carregar bebês, crianças, bolsas, mochilas, tudo isso pode provocar dores na coluna.



    Você sabia que há um jeito certo de andar?

    Quando um bebê começa a andar é uma emoção muito grande para pais e familiares. Aliás, andar é uma das primeiras coisas que aprendemos na vida. Entretanto, para evitar problemas musculoesqueléticos, precisamos andar da maneira correta. 


    Em primeiro lugar, ao caminhar precisamos começar o movimento pelo calcanhar, que vai impulsionar o passo e terminar no dedão do pé. Além disso, é importante acompanhar as passadas com o balanço dos braços, mantendo o queixo paralelo ao chão. Nem é preciso dizer que a coluna deve ficar ereta e os ombros alinhados, com uma leve contração do abdômen. 


    Mas, não é todo mundo que se preocupa em andar corretamente, ao contrário, muitas pessoas adotam uma postura relaxada, carregando peso em um dos ombros, curvando a coluna para dentro, sem prestar a mínima atenção ao movimento dos pés. Outro erro comum é usar salto alto, chinelos e sapatos inadequados, que podem comprometer a saúde dos joelhos, da coluna e dos pés. 


    Quando o modo de andar é incorreto, a pessoa pode desenvolver diversos problemas nos ossos e nas articulações, começando pelas dores lombares, que são as mais comuns. Além da coluna, os joelhos acabam sofrendo bastante com os passos errados, uma vez que aguentam duas vezes o peso corporal quando andamos e cinco vezes quando corremos. 


    Posturas incorretas não permitem o alinhamento dos ossos e isso aumenta a tensão nos músculos, nas juntas e nos ligamentos, podendo causar dores e fadiga. Após anos, o mau hábito postural pode levar ao desenvolvimento de doenças crônicas na coluna e afetar a função e a posição de alguns órgãos vitais, sobretudo aqueles localizados no abdômen. 


    Grande parte das torções, fraturas e luxações nas pernas e nos pés, acontece nas ruas, em ladeiras ou nas vias com buracos e calçadas em desnível. Este é mais um motivo para prestar mais atenção ainda no modo de andar. Adotar uma postura correta faz bem para todo o corpo, mantém a coluna saudável, os joelhos em dia e os pés confortáveis. 


    Dicas para andar corretamente: 
    - Comece seu passo pelo calcanhar, nunca pela frente do pé; 
    -Distribua o peso do corpo entre as duas pernas, mantendo os pés voltados pra frente, apoiados no chão;
    - Contraia o abdômen;
    - Mantenha a cabeça erguida, com o queixo paralelo ao chão;
    -Lembre-se de acompanhar as passadas com o balanço dos braços;
    - Use sapatos confortáveis, principalmente para caminhar nas ruas;
    - A bolsa, tanto para homens, como para mulheres, deve ser carregada no meio do corpo, evite ao máximo deixar todo o peso de um lado só. Se possível, use mochilas com rodinhas.



    Conheça melhor a nutrição desportiva

    O esporte é, sem dúvida, uma das maneiras mais eficazes de promover a saúde. O exercício físico melhora a função cardiorrespiratória, a circulação sanguínea, fortalece ossos e músculos, ajuda na perda e na manutenção do peso, aumenta a sensação de bem-estar, combate a ansiedade, o estresse e a depressão, entre outros benefícios.
    Mas, quem pratica esportes de forma regular e mais intensa, precisa cuidar muito bem da alimentação e da hidratação, para obter todos esses benefícios, sem prejudicar a saúde. Aqui vale um lembrete: atividade física e exercício físico não são sinônimos!
    A atividade física é qualquer movimento do corpo que resulte em um aumento do gasto energético. Já o exercício físico é uma ação planejada e estruturada, que pode utilizar modalidades esportivas, como dança, lutas, jogos etc. Ambos promovem a queima de calorias, porém em níveis diferentes.

    Quem pratica exercícios que demandam uma queima calórica mais alta, deve estar atento à nutrição. O acompanhamento nutricional deve ser regular, uma vez que o tipo de alimentação influi no desempenho do esportista. Por isso, a Clínica do Joelho oferece o serviço de nutrição desportiva para todos os seus clientes, sejam atletas profissionais ou amadores.

    Abaixo, confira algumas das principais dúvidas quando o assunto é nutrição desportiva. O trecho a seguir foi publicado na Revista do Meu Prato Saudável, edição de março.

    1- Quem pratica esportes, de forma moderada a intensa, precisa beber mais água?
    Sim. Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva (SBME), em exercícios físicos prolongados (por mais de 1 hora), a recomendação é:
    - 2 horas antes do exercício: ingerir de 250 a 500 ml de água
    - Durante o exercício: recomenda-se a ingestão nos primeiros 15 minutos e depois a cada 15 ou 20 minutos. A quantidade, nesse caso, depende da taxa de sudorese (suor) do praticante da atividade, mas varia de 500 a 2000 ml/hora
    - Após o exercício: recomenda-se continuar a ingerir líquidos para compensar a perda de água através da urina e do suor

    2- Há necessidade de ingerir repositores hidroeletrolíticos para complementar a hidratação de pessoas que fazem esportes regularmente?
    Para pessoas que fazem mais de uma hora de exercícios físicos, ou que fazem de froma intensa e intermitente por menos de uma hora, recomenda-se a ingestão de repositores hidroeletrolíticos. Para praticantes de atividades físicas, que visam apenas melhorar a qualidade de vida, só será necessário o uso dos repositores se esse indivíduo tiver uma perda do peso corporal durante a atividade superior a 2%.

    3- Quais são os alimentos indicados para consumir antes e depois dos exercícios?
    Ninguém deve fazer esportes em jejum. Antes do treino, o ideal é consumir carboidratos com baixo nível glicêmico, como maçã, pera, damasco seco, mel e pão integral. Esses alimentos ajudam a regular a glicose no sangue, evitando quadros de hipoglicemia.
    O ideal é comer uma hora antes do treino, consumindo mais carboidratos complexos e menos proteína e gorduras. Isso porque o carboidrato é a fonte primária de energia, que retarda a fadiga, entre outros benefícios.
    Depois do treino é recomendado o consumo de carboidratos de alto índice glicêmico (ex: pão de forma branco, suco de laranja, biscoito de água, manga, arroz branco, cereal de milho), juntamente com proteínas magras (queijo branco, iogurtes, atum).  A refeição pós-treino é fundamental para restabelecer os níveis de energia utilizados para realização do exercício.
    É importante ressaltar que cada pessoa tem uma necessidade diferente. Por isso, que tal procurar um nutricionista especialista na área de nutrição desportiva?



    Saiba mais sobre seus joelhos

    Tíbia, patela e fêmur

    Os três ossos estão sujeitos a fraturas, tanto por estresse - leia-se, esforço repetitivo - como por trauma. A condromalácia, um amolecimento ou rachadura na cartilagem entre o fêmur e a patela, também é recorrente, especialmente entre as mulheres.
    COMO CUIDAR: as fraturas traumáticas não têm muito jeito, mas aquelas por estresse podem ser evitadas com uma boa orientação e um tênis adequado. Já quanto à condromalácia, um alongamento apropriado diminui o perigo. Um trabalho de fortalecimento muscular que evite movimentos de flexão e extensão, e o consequente contato da patela com o fêmur, também é reconhecido.

    Tendão patelar

    Bastante fibroso, ele é o responsável pelo movimento de extensão do joelho. Seu pesadelo são as tendinites, causadas pela repetição de movimentos inadequados e pelo excesso de carga.
    COMO CUIDAR: comece qualquer exercício pegando leve, aumentando devagar a intensidade. Sempre use calçados que não atrapalhem a pisada. Alongamentos que desenvolvam a mobilidade articular também são aliados do tendão.

    Ligamento cruzado anterior

    "Ele mantém a estabilidade lateral do joelho", define Júlio Serrão. "Enquanto o fêmur e a tíbia se articulam, esse ligamento garante que um osso não se distancie muito do outro." Isso é verdade, desde que não ocorra um movimento muito brusco. Nesse caso, o ligamento pode se romper.
    COMO CUIDAR: quem nunca teve problemas nos joelhos precisa, basicamente, manter-se em forma.
    Ou seja, além de uma musculatura forte nas pernas que suporte a prática esportiva, é necessário evitar a obesidade.

    Menisco

    Responsável pela estabilidade, essa cartilagem também absorve e distribui o peso imposto ao joelho. Localizada entre a tíbia e o fêmur, ela é afetada, principalmente, por movimentos torcionais - quando o pé se fixa no chão e o corpo gira -, podendo ser rompida.
    COMO CUIDAR: é difícil se precaver de uma contusão no menisco. O fortalecimento muscular é visto como uma maneira de driblar as lesões, porém, está longe de assegurar que não se tenha problemas. E atenção: todo esporte de impacto pode machucar o menisco.



    JOELHOS: Alguns bons cuidados

        Manter o peso, na juventude e na idade adulta, é crucial para evitar problemas futuros. A atividade física regular também é um fator de proteção da junta, pois estimula a formação óssea. A musculação, devidamente orientada por um profissional, contribui para o fortalecimento dos músculos dos membros inferiores, amortecendo a sobrecarga imposta na articulação, diminuindo o risco de contusões. A flexibilidade também é vital, por isso alongamentos são altamente recomendados, independente da prática de esportes.

        Ao iniciar uma atividade física, por mínima que seja, é essencial uma avaliação médica. Inclua também uma avaliação musculoesquelética para saber como está a saúde dos joelhos e outras articulações importantes.
    O tornozelo e o quadril são peças fundamentais para os membros inferiores se moverem.
     
        Assim, eles também merecem atenção, porque influenciam demais na qualidade de vida. Até ombros, cotovelos e pulsos demandam zelo nesse sentido, porque interferem na mobilidade dos braços e, consequentemente, em atividades cotidianas se estão lesionados.

        Outro cuidado importante é o calçado. Os melhores são os que possuem solado macio, capaz de absorver parte do impacto e saltos pequenos. Os calçados muito baixos ou muito altos podem comprometer a estabilidade da articulação. Para as atividades físicas é preciso contar com um tênis especial, capaz de atender às exigências específicas de cada esporte.



    Como estão os seus joelhos?

    Um dos fatores de risco para desenvolver problemas nos joelhos é a obesidade. Não é necessário estar muito acima do peso para que a articulação precise trabalhar mais que o normal. Outro fator de risco é o envelhecimento, uma vez que com o passar dos anos a massa óssea começa a diminuir, assim como o líquido sinovial, que lubrifica as articulações. Ligamentos e tendões ficam menos elásticos e mais suscetíveis a rompimentos. A cartilagem também se desgasta e o corpo não a repõe. Este processo muitas vezes gera a osteartrite, principal queixa nos consultórios médicos, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia.

    Desgastes graves praticamente impossibilitam o indivíduo de andar até o supermercado da esquina, subir alguns degraus ou agachar para calçar os sapatos. Alguém nessa situação obviamente perde parte de sua autonomia, o que contribui para o surgimento de transtornos psiquiátricos diversos. Doenças como a depressão não preocupam meramente por comprometerem o bem-estar. Elas também abatem as defesas do organismo e, aí, patrocinam uma série de males que levam a riscos de vida. Não à toa, determinados distúrbios mentais são associados a taxas elevadas de mortalidade.



    Postura correta

    A má postura pode ser causa de várias lesões. Cuidar da postura no trabalho, no lazer e em casa, fazer caminhadas e alongamentos são atitudes que promovem a saúde e ajudam a combater as lesões posturais. Muitas pessoas são acometidas de dores no corpo, principalmente nas costas, e somente depois de algum tempo percebem que sua postura estava errada. A educação postural é algo que se deve perseguir desde a infância, para evitar problemas na idade adulta.

    Para se ter uma postura correta é preciso praticar atividade física regularmente, corrigir sempre a própria postura nas atividades diárias domésticas e/ou profissionais, mantendo a coluna ereta o tempo todo.

    Quando o corpo está alinhado, transmitimos confiança e atitude.

    Você conhece o seu corpo?
    Muitas pessoas não conhecem o próprio corpo, como ele funciona (bem ou mal), nem como manter a saúde geral do organismo. Gestos como andar, sentar e até mesmo dirigir o carro podem representar a diferença de uma coluna saudável ou não. Muitos danos podem ocorrer se você insistir numa postura errada. Quanto antes forem corrigidos e trabalhados, mais fácil fica eliminar os vícios posturais.

    Os exercícios físicos, sem dúvida, contribuem muito para evitar lesões e também corrigir problemas já detectados, pois músculos fortes, treinados e com boa flexibilidade protegem a coluna, diminuindo o risco de lesões.

    As pessoas que têm problemas de coluna necessitam de um trabalho de musculação para fortalecer os músculos que estão relaxados ou flácidos, e de muito alongamento para relaxar os músculos tensos, além de proporcionar maior flexibilidade, evitando lesões em quedas e movimentos bruscos como, por exemplo, estiramento e distensão muscular.
    Seu corpo agradece!

    A postura durante as atividades

    São vários os tipos de trabalho que obrigam a pessoa a manter certas posições do corpo durante muito tempo e que podem acarretar problemas posturais. Os dentistas, os ourives, os digitadores, os estivadores, entre outros, podem ter sua postura afetada pelo trabalho. Todos os trabalhos, sejam eles em pé ou sentados, necessitam de uma ergometria correta (posição e tamanho da cadeira, da mesa, do computador, do teclado, etc.) para prevenir defeitos posturais. Assim, qualquer postura que não obedeça a esses princípios pode acarretar problemas.



    Proteja sua coluna

    Uma boa postura é a atitude que uma pessoa assume utilizando a menor quantidade de esforço muscular e, ao mesmo tempo, protegendo as estruturas de suporte contra traumas. Os desvios posturais tais como a lordose cervical, cifose dorsal, lordose lombar e escoliose podem levar ao uso incorreto de outras articulações, tais como as dos ombros, braços, articulações da madíbula, quadris, joelhos e pés. Manter posturas erradas por tempo prolongado pode acarretar alterações posturais ocasionando enrijecimento das articulações vertebrais e encurtamento dos músculos.
    Esses defeitos estruturais causam alterações das curvaturas normais da coluna vertebral, tornando-a mais vulnerável as tensões mecânicas e traumas.
    Entenda um pouco mais:

    Lordose: É o aumento anormal da curva lombar levando a uma acentuação da lordose lombar normal (hiperlordose). Os músculos abdominais fracos e um abdome protuberante são fatores de risco. Caracteristicamente, a dor nas costas em pessoas com aumento da lordose lombar ocorre durante as atividades que envolvem a extensão da coluna lombar, tal como o ficar em pé por muito tempo (que tende a acentuar a lordose).
    Cifose: É definida como um aumento anormal da concavidade posterior da coluna vertebral, sendo as causas mais importantes dessa deformidade, a má postura e o condicionamento físico insuficiente.

    Escoliose: É a curvatura lateral da coluna vertebral, podendo ser estrutural ou não estrutural. A progressão da curvatura na escoliose depende, em grande parte, da idade que ela inicia e da magnitude do ângulo da curvatura durante o período de crescimento na adolescência, período este onde a progressão do aumento da curvatura ocorre numa velocidade maior. O tratamento fisioterápico usando alongamentos e respiração são essenciais para a melhora do quadro.